segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

4K

 

Começo por assumir a paternidade da alcunha que colou, e de que maneira, ao visado no título, com quem nunca troquei uma palavra que fosse e em relação ao qual não tenho qualquer tipo de animosidade, ou coisa que o valha, dado que o desconhecimento pessoal entre ambos é rigorosamente absoluto. 4K não foi mais do que um soundbyte político que me ocorreu naturalmente e por motivos óbvios, em função da escandalosa avença auferida enquanto prestador de serviços no concelho onde resido, pago com dinheiros públicos, de todos nós, e que eu enquanto habitual comentador nunca poderia deixar passar, tamanha era a bizarria e a inadequação da relação que ali estava estabelecida entre dois amigos, com o município pelo meio. Ora, a desfaçatez foi sempre ganhando novos contornos à medida que o escrutínio ia sendo aguçado e a respetiva malha apertada. Levantei a questão pela primeira vez em julho de 2022, tendo depois em janeiro do ano seguinte denunciado publicamente a ilegalidade evidente de uma “escolha pessoal” para “assessor” do Presidente, que valia “todos os cêntimos que [os Mortaguenses] lhe pagam”, assim afirmado em plena sessão de assembleia, despudorada e desassombradamente, num número que nunca se descolará da imagem da presidência do Ricardo Pardal. O amadorismo político e a ingenuidade crassa foram de tal ordem que esta posição acabou assumida preto no branco em ata, assinada página a página, quando o que estava em causa era uma contratação em regime de prestação de serviços, suposta e devidamente escrutinada através de um concurso público ou procedimento de consulta prévia, dependendo dos montantes envolvidos, ambos sujeitos a regras de transparência muito precisas. Básica e resumidamente, foi a assumpção de um comportamento alegadamente ilícito, portanto. O mau da fita acabei por ser eu, claro, o falatório na rua então foi imenso, mas a consequência foi pouca ou nenhuma, até porque o povo esquece depressa e a vergonha de quem governa cada vez se perde com maior facilidade. Adiante. O antigo vereador da oposição, no entanto, fez uma denúncia às autoridades que, entretanto, foi atendida, apesar de já ir tarde para ter implicação eleitoral, e pronto, lá apareceu o nome do concelho nas capas dos jornais pelos piores motivos. A “bomba” de que o Presidente da Câmara Municipal de Mortágua tanto falava enquanto vestia a roupagem de candidato nas autárquicas de 2017 e 2021 pelos vistos demorou a rebentar e foi logo nas mãos do próprio, passado todos estes anos. Irónico, não? Na altura, a lebre levantada servia para alimentar suspeitas de ilicitudes várias na autarquia, que nunca se concretizaram. Eis que precisamente uma semana antes do Natal…. boom! Terá sido o karma?

Ainda recentemente, na euforia do discurso da vitória eleitoral, o Ricardo Pardal mostrou novamente que é muito tenrinho nestas lides, apesar da barba grossa, voltando a defender a sua escolha-pessoal-travestida-de-contratação-pública-com-regras-concretas, referindo-se até ao senhor pelo famoso cognome, coitado, como que clamando pelas glórias e virtudes do injustiçado enquanto se esquecia da lei que tão nitidamente atropelou. À imprensa, e a propósito das inéditas buscas realizadas na Câmara, revelou-se “absolutamente sereno” ao jornal que o entrevistou, apesar de ter passado a transparecer precisamente o oposto dentro de portas. É natural, até porque a inocência atrevida pode sair-lhe cara, muito cara. Não acredito numa perda de mandato, apesar de possível, mas especialistas em contratação pública admitem como cenário provável que os montantes em causa tenham de ser repostos à autarquia, sendo que se isso se vier a confirmar, o pagamento é da responsabilidade pessoal do próprio Ricardo Pardal. Que o crime não compensa já toda a gente e mais alguma sabe, mas pelos vistos o “quero, posso e mando” também não. Para quem se arrogava ser o porta-estandarte de toda a seriedade e transparência do mundo, estamos conversados. Trata-se, sem dúvidas algumas, de um sério aviso à navegação e de um monumental “abre-olhos” ao autoritarismo do Presidente (veremos se as consequências se ficam por aí…) e atenção que quem o deixa fazer tudo e mais alguma coisa, assinando sempre por baixo e com conhecimento de causa toda e qualquer decisão, também tem a sua responsabilidade bem vincada. Falo do restante Executivo, claro, nas pessoas do Luís Filipe Rodrigues e da Ilda Matos. Reflitam, pois. Às ferozes claques do movimento Melhor Mortágua que cantam “humildade” nas redes sociais também se agradece algum decoro, dos fanáticos da guarda pretoriana do partido às famosas “pardaletes” que defendem tudo e mais alguma coisa, por mais indefensável que seja. Para quem anda minimamente atento às evidências, isto não foi propriamente uma surpresa. Agora é lidar.

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Melhor Ricardo

 

Os Mortaguenses decidiram e é oficial: o Ricardo Pardal foi novamente eleito Presidente da Câmara Municipal de Mortágua para os próximos quatro anos. Rapidamente percebi que o desfecho seria inevitável, à medida que iam saindo os resultados, e devo ter sido dos primeiros a reagir publicamente ao desenlace, congratulando desde logo a candidatura com a elevação democrática que se impunha, tendo também sublinhado, no entanto, que em momentos como este, saber perder é tão essencial quanto saber ganhar. Devemos enaltecer a honra aos vencidos, mas também esperar dignidade da parte dos vencedores.

As primeiras reações são sempre mais emocionais, mas os dias que se seguem permitem fazer uma análise mais racional e fria dos números, como é natural. A vitória do PS é inquestionável, ninguém está a colocar essa certeza em causa, mas será que as hostes socialistas tiveram razões plenas para as efusivas celebrações que pudemos testemunhar? Ora, se olharmos somente para os representantes eleitos, podemos conferir uma margem sólida nos diferentes órgãos autárquicos: maioria na Câmara Municipal e conquista de seis das sete Juntas, juntando-se estes elementos a outra maioria na Assembleia Municipal, em que o partido conquistou oito mandatos contra apenas sete das candidaturas restantes, à razão de cinco para o PSD e duas para o Renovar. Nas disputas das Juntas houve vitórias indiscutíveis como na Marmeleira, em Trezoi e em Espinho, que mostraram a preferência dos eleitores de uma forma clara. Na primeira, a liderança é muito segura e bem alicerçada na obra, que é visível. Da segunda confesso não ter o mesmo conhecimento, mas os respetivos fregueses gostam bastante do seu presidente, não há dúvida. Popularucho, como evidencia nas sessões assembleia, onde se mostra de certa forma excêntrico, mas como se pode ver mostra resultados. Na terceira também tivemos uma vitória esclarecida de um presidente que respeito imenso. Tenho um grande carinho pelo candidato vencido, mas acredito que a Junta ficou muito bem entregue. Em Cercosa, o eleitorado também votou PS em maioria, sem grandes surpresas na minha opinião, ambos os candidatos são bastante dignos, mas é uma zona do concelho claramente rosa, e por isso difícil para qualquer adversário. O Sobral é PSD, toda a gente sabe disso, e o vencedor da eleição é tão consensualmente relevante que nem vale a pena dizer mais nada sobre o assunto, a não ser dar-lhe os meus parabéns. Já Pala foi palco de uma das surpresas da noite, não propriamente pelo resultado, mas sim pela diferença de votos, já que todos esperavam uma definição taco a taco, mais renhida. Sou amigo dos dois candidatos e contemporâneo de ambos. Acho que tanto um como o outro têm muito valor. Ganhou o meu “xará”, que foi digníssimo na reação à vitória, e eu desejo-lhe as melhores felicidades, a ele como a todos os outros vencedores, claro, porque um bom trabalho de qualquer um deles será sempre um serviço bem prestado à nossa terra. Finalmente, na União de Freguesias a expectativa era muito grande para perceber quem sairia por cima. A conclusão a que chego é que o meu querido amigo Pina é efetivamente fortíssimo, tem um peso muito grande no nosso concelho… e muito bem, porque é um grande homem. Como fiz questão de partilhar com a comunidade, não votei nele desta vez porque pareceu-me claramente que a manutenção de toda a lista apenas com a alteração da liderança, foi a típica jogada do “puppet”, que pelos vistos bastou. Há quatro anos, o PS venceu por 688 votos de diferença, já este ano foi apenas por 228, mas lá chegou. Uma palavra para o candidato do PSD, que é uma excelente pessoa e merece a minha reverência por tudo o que tem passado. Além do mais, fez um grande trabalho.

Para a Assembleia Municipal, os resultados são esclarecedores, como nos mostra a maioria absoluta. Era de prever. Talvez o Acácio seja imbatível enquanto for candidato ao órgão e não sou eu de certeza absoluta que vou colocar isso em causa, tanto pelo seu contributo à nossa terra, Mortágua, que tem grande importância e dimensão, como por todo o respeito que tenho por ele. A sua lista tem elementos de valor e que muito considero, tal como outros que só lá estão a fazer número, já há tempo demais, mas é o que é. O PSD apresentou grandes nomes e elegeu uma bancada com potencial, de que espero pujança, rigor, combatividade e incisão, mas acredito que tenha sido pouco feliz na escolha do cabeça de lista, um homem trabalhador e honrado, mas pouco perfilado para estas andanças, no meu entendimento, além do handicap de não residir no concelho, apesar de ser natural de cá. Concluo com o Renovar, que elegeu os seus dois representantes, sendo que reconheço à repetente na eleição muita seriedade e mais-valia para promover um debate esclarecido na arena política da assembleia, como se deseja. Resumindo, ninguém em seu perfeito juízo vai questionar a solidez dos resultados, como é evidente, muito menos a legitimidade de quem ganhou, mas será que foi assim uma vitória tão espetacularmente categórica, absoluta, irrefutável, cabal e manifestamente à prova de qualquer outra interpretação? Não foi, e passo a explicar porquê: para a Câmara, que todos sabemos ser o órgão mais importante, o Ricardo Pardal recolheu a preferência de 48,04% dos eleitores que se dignaram a ir votar no domingo, só que essa percentagem é inferior à dos que votaram nos outros candidatos, o que significa diretamente que há mais Mortaguenses que preferiam que o Ricardo não tivesse sido reeleito do que propriamente o contrário. Pesa a balança de um lado, mas do outro também. Isto ilegitima o incumbente? De forma alguma, mas não deixa de ser a realidade. Como também não é mentira que o PS perdeu 13,86 pontos percentuais de eleitorado de 2021 para agora. Este ano, votaram cá 5298 pessoas, quase mais uma centena do que nas eleições anteriores… só que, apesar do crescimento do universo eleitoral, o Ricardo foi eleito com a aprovação de menos 681 Mortaguenses do que em 2021, o que continua a fazer dele um Presidente absolutamente legítimo, mas, ao mesmo tempo, indiscutivelmente menos validado. Esta é aquela certa e determinada matéria de facto (expressão muito em voga) que não pode, ou pelo menos não deve, deixar de ser tida em consideração numa análise política séria dos resultados. Uma análise que nos mostra que não, Mortágua não tem só “uma cor”, nem nada que se pareça.

Mortágua tem muitas cores até, e parece-me mais dividida do que nunca. Metade está para um lado e a outra metade para o outro. Os números não mostram outra coisa. Agora, cabe a todos nós apoiar a nossa terra, cada um à sua maneira. A oposição deverá organizar-se porque tem um papel fundamental de escrutínio à atividade, e o primeiro mandato mostrou-nos que não faltam razões para continuarmos, todos, sem exceção e onde claramente me incluo, a ter o dever de estar atentos ao que se passa. O PSD e o Renovar perderam e não me parece que há quem possa escamotear essa evidência. Os primeiros renasceram, sendo agora expectável que deem continuidade ao que foi posto em marcha, até porque não tenho dúvidas que tanto a Emília de Matos como o Paulo Oliveira protagonizarão uma oposição forte, séria e responsável na Câmara. Já em relação ao André Faustino, as previsões que partilhei convosco há largos meses acabaram por se confirmar. Talvez não merecesse, mas acabou mesmo por sair pela porta pequena, assinando a sua sentença, já que a sua votação foi no mínimo desconsoladora para a ambição de vitória que o próprio revelou. Não sei se o movimento sobreviverá com outros protagonistas, até porque há lá gente de valor, mas com a maior das honestidades deste mundo, não consigo imaginar o André a voltar. No entanto, hoje caímos e amanhã levantamo-nos, a vida é mesmo assim… vamos lá ver o que acontece. Pela combatividade que mostrou, talvez não merecesse este epílogo. Em boa hora o avisei, como amigo que sou.

Não fui candidato a nada, mas sou o primeiro a estar solidário com quem perdeu, como é evidente, até pela posição pública que assumi, e que voltava a assumir novamente sem qualquer tipo de hesitação, pelo que se quiserem enfiar-me no mesmo saco dos derrotados, não tenho qualquer tipo de problema com isso. Defendi o que continuo a acreditar que era e ainda é, no meu ponto de vista, o melhor para Mortágua. Simples. Sem interesses, sem amarras. Por amor. Com total independência de análise, atenção, o que não tem, como é evidente, correspondência direta com a palavra “isenção”, que talvez seja um dos mais curiosos conceitos-chave que ficam desta campanha, como se o cidadão comum não tivesse livre arbítrio para ter uma posição e assumi-la. Parece-me que falta muita maturidade democrática a imensa gente. Em eleições de proximidade como as autárquicas as pessoas valem muito mais do que os partidos, mas isto parece difícil de perceber para alguns, que só conseguem ver uma cor. Sobre a minha conduta individual, não me arrependo de rigorosamente uma única palavra que tenha escrito, sendo que no fundo estas encontram respaldo até na própria retórica do recém reeleito presidente, e nas desculpas dadas no discurso de agradecimento, assumindo que não cumpriu o que prometeu no primeiro mandato… e não cumpriu com grande estrondo, atenção, não foi só uma promessa ou duas, nem nada que se pareça. Mão amiga enviou-me prontamente o vídeo com o discurso da consagração, que agradeci e ouvi com muito interesse, já embrulhado nos lençóis, dado que no dia seguinte era para madrugar e picar o boi. Ouvindo o Ricardo in loco pude constatar que se continuou a falar à boca cheia de humildade, e eu faço votos para que continuem humildes mesmo, é bom que isso aconteça, porque o trabalho apresentado no primeiro mandato foi muito pouco e não aconselha a menos que isso. Compreendam também de uma vez por todas que isto da humildade e do trabalho não se apregoam nunca enquanto virtudes, muito menos em julgamento próprio. Demonstram-se! São os outros que nos devem identificar essas propriedades e nunca nós mesmos. O que será que pretende quem sente a necessidade de reiterar permanentemente a humildade própria? Faz lembrar a solidariedade com os outros que é objeto de selfie e consequente partilha nas redes. Percebem porquê, certo? Enfim… a “humildade”.

Em jeito de autoavaliação, já que pelos vistos é uma tendência atual, também eu prometo continuar rijo como até agora. Forte, atento e incisivo. O legado do primeiro mandato não aconselha ninguém a aligeirar o escrutínio. O PS ganhou e não há como colocar isso em causa, sublinho essa evidência desde o início. Só que os protagonistas e os apoiantes dos 48% têm precisamente o mesmo direito de ser respeitados que todos os outros que compõem a restante percentagem, e que pelos vistos até são mais. Somos todos Mortaguenses, sem excepção… os 5298 que foram votar. Depois de lamentar não ter cumprido com o que prometeu, o Ricardo também disse que agora é que ia ser para cumprir. Obviamente que só nos compete saudar a manifestação de vontade. Façam e aconteçam, caros representantes reeleitos. Deixem obra visível. Construam a partir de agora a tal Melhor Mortágua que antes nos prometeram, mas que ninguém viu. Espero que agora tenham aprendido com os erros todos que rubricaram, e que foram muitos mesmo, como aliás se pode ver, dado que até houve uma maioria de Mortaguenses que não as validou, como nos mostram os números. Respeitem isso. A tal humildade que é autodeclarada tem de ser a primeira a reconhecer essa evidência… e depois surgirá o tal trabalho, que pelos vistos a partir de agora é que vai haver para mostrar. Cá estaremos para o apreciar. Os meus textos pelos vistos vão tendo um hype que confesso surpreender-me um pouco: outro dos desabafos do Presidente na hora de cantar vitória, que considero mau prenúncio, foi para saudar o contributo do mediático “4K”, lamentando a existência de uma grande “pressão” que o fez ir embora. Se já estava orgulhoso em ser o “padrinho” do referido avençado, dado que pelos vistos a denominação pegou em toda a linha, a começar pelo amigo que o contratou, fico agora satisfeito também por saber que contribuí direta ou indiretamente para a sua saída. É sinal que a atividade toda que vou exercendo, efetivamente por amor a Mortágua e nada mais, sempre vai tendo o seu significado. O escrutínio é tremendamente importante em democracia, que ninguém se esqueça. Ainda bem que não aguentou a pressão, a avença era uma autêntica ofensa para todos nós, Mortaguenses, que a financiámos durante anos. Só lastimo que o Ricardo continue a não ter noção do ridículo que foi (e pelos vistos ainda é) toda esta novela mexicana sobre o referido senhor 4K, cujos contornos são de bradar aos céus. Depois de o ter contratado por 4 mil euros mês, valor que não se vê em praticamente lado nenhum da administração local, muito menos num município pequeno como o nosso, e atropelando todas as regras de um concurso supostamente público em que afirma até em sede própria que se trata de uma escolha pessoal, ainda o tenta meter no quadro. Depois da aparente deserção por desistência, não aguentando a pressão, o lugar continua por ocupar depois destes meses todos, o que levanta fundamentadamente duas questões muito relevantes: era Mortágua que precisava de alguém no respetivo cargo ou era alguém que precisava de um cargo cá em Mortágua? Mais: se havia a necessidade efetiva, porque não se chamou o candidato que ficou em segundo lugar? É que não, isto não é nem pode ser a Venezuela, apesar de por vezes parecer…

O Ricardo Pardal ganhou as eleições e será o nosso presidente pelo menos mais quatro anos, sublinho novamente que ninguém põe isso em causa. Faço votos para que desta vez seja mais digno do cargo e coerente com o que promete. Tem de haver seriedade, estimados conterrâneos. A questão é precisamente essa. Do meu lado, vou continuar a escrutinar quem quer que seja que vá para a administração da nossa terra, como poderão constatar. Vou continuar atento e interventivo como sempre estive. O meu vizinho do lado, Zé Júlio Norte, foi presidente 8 anos e eu fiz-lhe sempre marcação cerrada… sempre… olho por olho, dente por dente. Qualquer um pode comprovar isso, basta consultar o espólio dos últimos 16 anos, organizado e registado em espaço público para quem quiser dar uma vista de olhos… e sabem que mais? Continuamos grandes amigos como sempre… assim haja maturidade democrática! O PS ganhou as eleições e ninguém coloca essa realidade em causa, em momento algum. É um facto, uma evidência. Atente-se, porém, que há um lado e o outro também, que é o do escrutínio e da oposição, que são princípios estruturantes em democracia. É desse lado que estou. Ambas as posições são legítimas porque zelam pela terra da mesma forma, cada uma à sua maneira. Sobre o pré eleições, a verdade é que nunca estive particularmente confiante numa vitória e as pessoas com quem fui conversando sabem perfeitamente disso. Pensava que seria um pouco mais equilibrado, confesso, porque era da opinião que a junção da oposição fragmentada pesaria indiscutivelmente mais do que o PS, e essa diferença não foi assim tão visível. Cometeram-se alguns erros, de julgamento e estratégia, não houve o tal trabalho conjunto e o que os números nos mostram é que, havendo um esforço de preparação prévio, de natureza agregadora, teria sido perfeitamente possível vencer com uma frente comum que abarcasse todos os descontentes com esta deriva. Isso não aconteceu e uma vez mais os astros alinharam-se em benefício de um contestadíssimo Ricardo, frágil do ponto de vista individual, mas empoleirado num PS que é sempre uma máquina fortíssima, omnipresente na esmagadora maioria do emprego público e nas instituições do concelho, com toda a esfera de influência que isso significa, além de também possuir recursos de nomeada, como o reeleito Presidente Acácio, na Assembleia Municipal, um todo poderoso peso pesado. Não era preciso ser um adivinho para antecipar o que era claramente de prever. É o que é. De ora em diante, é preciso responsabilidade de um lado, mas também do outro. Todos sentem a terra, todos são importantes à sua maneira. É preciso compreender isto de vez.

A equipa da Emília para mim era a melhor, por isso é que a apoiei, como tornaria a fazer sem qualquer hesitação. Os Mortaguenses consideraram, no entanto, que seria para eleger outro candidato e é lógico que tenho de aceitar, como bom democrata que sou. No entanto, este momento de transição que vivemos aconselha a conveniência de deixarmos registado para memória futura que os nossos concidadãos relegitimaram um presidente que se afirma como credível e rigoroso, mas não cumpriu sequer um quarto do programa eleitoral com que foi sufragado em 2021, ao longo do primeiro mandato. Relegitimaram um presidente que se denomina de humilde e simultaneamente se qualifica de “bom nas contas”, tendo apresentado resultados historicamente negativos nas prestações dessas mesmas contas, consecutivos, uns atrás dos outros, herdando um saldo de gerência de 5,5 milhões de euros no início do mandato que já estava em 3,5 milhões de euros no final de 2024, de acordo com a informação por si prestada no documento referente a esse ano. Relegitimaram um presidente que jurou transparência, mas que esteve meses e anos sem publicar atas de reunião de câmara e sessão de assembleia, tendo dificultado o acesso a todos os documentos possíveis e imaginários, depois de ter passado o mandato anterior a clamar por eles. Relegitimaram um presidente que apontava o dedo com toda a ferocidade às ETAR do concelho, tendo-as deixado em muito pior estado no final dos quatro anos da sua administração, deixando inclusivamente caducar os licenciamentos de algumas sem licenciar qualquer outra, já para não dizer que fez campanha com o lançamento do concurso da principal sem, no entanto, referir que não teve quaisquer ofertas por não haver interessados em fazer a obra nos termos propostos. Relegitimaram um presidente que chamou de tudo e mais alguma coisa ao seu antecessor, em matéria de centralidade e autoritarismo, partindo de seguida para um mandato que ficará para a história do concelho como o mais repressivo para os trabalhadores de que não gostava, deixando-os sob constante ameaça, evidenciando ainda os mais variados trejeitos despóticos em tudo o que era reunião de câmara ou sessão de assembleia. Relegitimaram um presidente que apontava o dedo às cunhas e aos favorecimentos e depois protagonizou o inesquecível e imperdoável escândalo do Sr. 4K, que ainda hoje tem o desplante de conseguir defender, depois de ter passado por cima das mais elementares regras de contratação pública, supostamente idónea e transparente. Relegitimaram um presidente que não se mostrou sério na palavra. Relegitimaram um presidente que não se mostrou digno na postura. Relegitimaram um presidente que não se mostrou capaz no cumprimento. Relegitimaram um presidente que não foi competente. É muito importante que nada disto caia no esquecimento. Viramos agora a página, mas o passado, esse, ninguém apaga.

Espero de coração que as coisas corram melhor neste segundo mandato e que, entretanto, se vislumbre efetivamente a tal Melhor Mortágua de que tanto temos ouvido falar… mas para isso vai ser preciso um Melhor Ricardo, que ninguém tenha dúvida. Sobre críticas antigas, escrevi e disse sempre o que realmente pensava, por isso fui 100% verdadeiro, sem as convenientes conivências que a interessada política alimenta. Dono e senhor da razão não sou, claro está, nem eu nem ninguém. Tenho, como todos temos, um direito de me manifestar e de participar que no fundo até sinto mais como se fosse uma espécie de dever. Podia estar calado? Talvez, mas cada um é como é e eu não me arrependo de absolutamente nada. Em relação às tais críticas que referi, faria tudo exatamente da mesma maneira, porque estas sempre foram devidamente fundamentadas, e é precisamente aí que reside o principal problema, até porque esta relegitimação mostra-nos que há muitos Mortaguenses que ignoram os factos, que não sabem do que verdadeiramente se passa. Que haja outros que preferem ignorar e não saber, isso já é outra coisa… mas a nossa terra precisa de reação. A nossa terra precisa de oposição. A nossa terra precisa de escrutínio. Por isso mesmo, cá estarei para continuar a fazer a minha parte. Aliás, depois de tudo o que aconteceu e tem vindo a acontecer desde 2021, prometo duplicar o meu compromisso… vou estar ainda mais atento e ainda mais interventivo!

Entre todos os problemas que temos, reitero a necessidade urgente da inversão da decadência demográfica em que estamos mergulhados, cada vez mais envelhecidos e desertificados. Este é o desafio dos desafios para os próximos tempos, que não se resolve com os chavões do costume, como o “pelas pessoas”, o “mais” e o “melhor”, mas sim com ideias concretas, audácia, capacidade de inovação e de aproveitamento desta oportunidade única com que estamos presentemente confrontados. Mortágua e os Mortaguenses têm tudo, mas tudo mesmo para enfrentar o futuro com esperança e com optimismo. Com confiança e com um sorriso na cara. Basta aproveitarmos tudo aquilo em que somos efectivamente bons. O ponto de partida é o que é. Espero que a chegada seja um pouco mais reconfortante. Prometo contribuir para isso, a partir das ferramentas de que disponho.

Não vai haver uma Melhor Mortágua sem que primeiro haja um Melhor Ricardo.

Isto é manifesto e inequívoco.

Oxalá este segundo mandato seja muito, mas muito melhor do que o primeiro.

Desejo-o de coração.

Viva Mortágua!

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

A Emília de Matos e o PSD

 

Este é o terceiro de três textos em que me estou a debruçar sobre os principais candidatos à Câmara Municipal de Mortágua, cuja decisiva eleição que os distinguirá vai ter lugar já no próximo domingo. Quem tem estado atento aos manifestos que tenho produzido e assinado já percebeu, com fundamentada certeza, que o meu voto será na Emília de Matos e no PSD, por motivos que adiante explicarei. Não tenho qualquer tipo de problema em assumir publicamente a minha preferência e acrescento até que um dos objetivos desta mensagem é precisamente apelar ao voto nesta candidatura, porque considero que Mortágua está perante uma situação e um momento que são muitíssimo delicados. Domingo vamos todos ser chamados a decidir a continuidade ou não de um rumo político que esvaziou as nossas ruas e entristeceu o nosso orgulho enquanto Mortaguenses. Temos vivido enquanto comunidade numa apatia crescente e generalizada, sem movimento e com pouca vida. São tons demasiado escurecidos os que nos têm caracterizado, pelo que é urgente fazermos a nossa parte para voltar a dar cor a uma terra tão linda como é a nossa, repleta de encantos vários, colocando-a de vez num caminho de progresso a todos os níveis, numa rota que inverta a trágica decadência demográfica em que estamos mergulhados: cada vez mais envelhecidos, cada vez mais desertificados… e cada vez mais abandonados. A tendência tem sido a de uma dinâmica negativa crescente que é preciso contrariar no imediato, confiando numa equipa com experiência e um plano concreto para nos voltar a dar condições de nos restaurar a identidade e a esperança. Precisamos de voltar a ter o brio, o amor próprio e aquela alegria coletiva única que nos caracteriza e de que tanto sentimos falta. Merecemos mais do que o que temos tido, amigos Mortaguenses. Merecemos muito mais do que isto!

No início não me deixei convencer plenamente de imediato com o nome da Emília para futura Presidente da Câmara Municipal de Mortágua, mas, entretanto, fui convencido por razões de ordem racional sobretudo, depois de analisado o programa, e tendo ainda em consideração a mais-valia de se tratar de uma mulher madura e equilibrada, como tónico refrescante, colorido, agradável e luminoso para um cargo que precisa imediatamente de um perfil diametralmente oposto ao que o tem caracterizado, vil, autoritário, escuro e indigno. A razão lembra-me também que a Emília tem uma equipa estupenda por trás, com grande solidez política e provas dadas em matéria de competência, sem esquecer que se trata de um conjunto de pessoas experientes que nos dão garantias em relação ao que podemos vir a contar, sem malabarismos entre o que se propõe e o que posteriormente se realiza, sem rasteiras entre o que se promete e depois acaba por não se fazer, que foi aquilo que infelizmente tivemos neste último mandato, em que fomos indecentemente enganados. Dali já todos sabemos o que nos espera e a receita não foi agradável, muito pelo contrário aliás, os resultados estão à vista. O que nos sobrou de favores, de interesses, de tachos e tachinhos faltou-nos e de que maneira em vida nas ruas, em alegria nas pessoas e sobretudo na esperança de todos virmos a ter um futuro melhor do que este. Mas atenção que, com o tempo, a Emília na sua qualidade de candidata não me convenceu somente pelas razões concretas que fundamentam o seu programa e os fortes alicerces que o sustentam, que é a equipa por trás dela, dado que também me cativou do ponto de vista emocional com o discurso que proferiu na sua apresentação. Como partilhei na altura, assisti com grande atenção, interesse e expectativa aos três eventos das candidaturas e o da Emília foi de uma elevação à prova de bala, nesse aspeto foi absolutamente arrebatadora. Foi a única que disse com todas as palavras o nome de todos os seus adversários, sem excepção, desejando-lhes as maiores felicidades neste desafio que agora partilham. Que outro teve um gesto tão nobre que fosse sequer parecido? Nenhum! Sem azedumes, sem meias palavras e com um sorriso aberto e francamente genuíno. Ao contrário do que presenciei noutros momentos do género, ninguém ali vislumbrou expressões enfurecidas nem ouviu acusações baratas, fossem elas diretas ou indiretas. Muito pelo contrário. O que pude assistir na apresentação da Emília mostrou-me que ela é verdadeiramente empática e que está totalmente empenhada em fazer uma campanha positiva, não só nas palavras, mas também nas atitudes. Está preocupada em olhar realmente pelas necessidades das pessoas, convencendo-as pelas virtudes das suas propostas e da equipa que a acompanha, sem populismos demagógicos, truques baixos ou maledicência da mais pura e dura, como temos visto por aí. Adiante, que mais vale.

A possibilidade de os Mortaguenses poderem vir a ter a sua primeira Presidente da Câmara Municipal é real, o que é verdadeiramente inspirador por ser inédito no Concelho, mas obviamente que isso por si só não é suficiente. Sou um eleitor atento, exigente e convicto de que o escrutínio, o acompanhamento e a participação são parte fundamental do ato de cidadania que deverá presidir à escolha individual do sentido de voto, pelo que tenho a partilhar convosco que o pacote de ideias que a candidata Emília apresentou foi de longe o que mais me convenceu dos três que pude apreciar. O programa eleitoral é equilibrado, seguro, credível e acima de tudo realista, o que nos transmite a confiança que será efetivamente executado, posto em prática, dado que gato escaldado de água fria tem medo, como diz o povo e muito bem, recordados que estamos do logro monumental que foi o incumprimento do prometido por parte da administração anterior. Aliás, e com a maior desfaçatez, o vazio programático que esses mesmos protagonistas agora apresentam não é mais do que a assunção dessa mesma falha, sustentada pelas palavras recentemente proferidas pelo presidente-agora-recandidato quando afirmou que o que manifestou há quatro anos não era para um ciclo político (como se isso fosse possível, aceitável, legítimo ou sequer sensato) e que “agora” é que vai haver tempo para fazer o que antes não se fez. Quem é que vai comprar pela segunda vez e logo de seguida a mesma banha da cobra? Eu, não! É por isso que temos de ter os olhos e os ouvidos bem abertos, amigos Mortaguenses, para conseguirmos ter o discernimento necessário que precisamos para tomar a melhor opção possível no próximo domingo. Passo esta mensagem a todos vós que a estão a ler, como é evidente, mas especialmente aos que ainda estão indecisos. Não embarquem novamente no conto do vigário… se nos enganaram há quatro anos (e isto é matéria de facto e não de opinião, basta ouvir tudo o que se disse, ler tudo o que se escreveu e constatar tudo o que não se cumpriu) porque é que não nos haviam de enganar outra vez? Diz o povo e muito bem que burro não é o que não sabe, mas sim o que não quer aprender… e nós, Mortaguenses, de burros não temos nada, por isso é que aprendemos com a experiência, e muito bem, sabemos distinguir o que é credível do que é engodo e por isso evitamos cair duas vezes no mesmo buraco. Muito pelo contrário, o programa eleitoral apresentado pela Emília e o PSD é ponderado, sério, exequível e muito equilibrado, tendo sido objeto do trabalho de um grupo credível e que tem plena noção do que precisamos de fazer neste momento, por isso é que se trata de um documento que corresponde plenamente às necessidades do concelho e de todos os munícipes. Aponta ao desenvolvimento económico, sim, que deverá ser um processo contínuo e nunca descurado, mas não se esquece do precioso zelo pela qualidade de vida dos que cá moram, que somos nós, além de assegurar carinho pelos nossos recursos naturais, que têm sido horrível e especialmente maltratados nos últimos tempos, sendo a preocupação ambiental uma das grandes prioridades.

Por outro lado, o que dizer do movimento da nossa vila e de um comércio local que se encontra cada vez mais deprimido, como é natural de um meio que tem sido cada vez mais abandonado? Aos fins-de-semana, então, não há Mortaguense que não se entristeça ao passar pelas nossas ruas vazias, sem qualquer tipo de animação, sem gente, sem vida a acontecer… uma desolação absoluta. O pior é que a ideia que passa é que isso pouco ou nada importa a quem nos tem governado! Casa que não se suja, é casa que não tem de se limpar, pois… enfim. A equipa da Emília já nos mostrou, e em tempos bem recentes até, que nesta matéria é absolutamente formidável, o que nos dá toda a segurança para tomar uma decisão que é lógica e racionalmente facílima de tomar: acreditar em quem já nos provou que sabe o que faz, porque fez bem e com ótimos resultados, tivemos todos essa experiência, e recusando-se dessa maneira voltar a repetir o mesmo erro de entregar os nossos destinos a quem depois nos deixa as ruas vazias e abandonadas, sem sequer se ralarem com isso, como também pudemos constatar ao longo destes anos. Isto é elementar, meus amigos. Tomemos então a decisão inteligente que se impõe! E em relação à cultura, ao desporto e aos tempos livres, que desempenham um papel fundamental no bem-estar de qualquer comunidade? São eles que dão vida aos espaços, que fortalecem laços entre gerações e criam oportunidades de participação ativa para todos. A cultura valoriza a nossa identidade, preserva a memória coletiva e estimula a criatividade. O desporto promove hábitos saudáveis, espírito de equipa e inclusão social. Os tempos livres, quando bem aproveitados, potenciam o desenvolvimento pessoal, o convívio e a qualidade de vida. Investir nestas áreas não é um luxo, não, meus amigos… como infelizmente nos têm querido fazer crer. Muito pelo contrário, esta é uma necessidade premente para construirmos uma comunidade mais coesa, dinâmica e feliz. Chega de fazer investimentos sempre nos mesmos setores, que obviamente que também têm a sua importância, mas não se pode circunscrever a aposta sempre nos mesmos em detrimento de outros que também são fundamentais para a qualidade de vida de todos nós.

A Emília e a sua equipa sabem perfeitamente que assim é, por isso é que têm um conjunto de propostas específicas para colmatar estas necessidades, dotando o concelho de uma programação cultural rica e diversificada, respeitando a agenda associativa, aspeto básico que foi sistematicamente ignorado pela administração anterior, talvez desse demasiado trabalho, e sem esquecer o respeito pelo património histórico de que dispomos, tanto o material como o imaterial, valorizando-o e projetando-o tal como merece para outros patamares de relevância que infelizmente não são os que tem tido. Tal como os artistas locais das mais diferentes artes performativas e os nossos artesãos, que terão novamente espaço para mostrar a sua atividade e desse modo poderem contribuir para revitalizar e florescer a nossa arte, que é uma força transformadora nas comunidades… e como estamos precisados de uma transformação de facto! Ela desperta emoções, estimula o pensamento crítico e convida-nos a olhar o mundo com outros olhos. Através da arte, preservamos a nossa identidade coletiva, valorizamos as tradições e abrimos espaço para a criatividade e para a inovação. Neste aspeto temos sido o espelho de quem nos dirige, e olhem que é uma conclusão muito triste a que somos obrigados a chegar. A arte aproxima pessoas e não o contrário, promove o diálogo entre diferentes gerações e culturas e cria ambientes mais vivos, expressivos e humanizados. Investir na arte e na cultura é investir na alma da comunidade: é dar às pessoas meios para se expressarem, sonharem e participarem ativamente na construção de um futuro mais rico e inspirador para todos… mas qual é a dúvida? Depois de tudo o que não vimos ao longo deste mandato, que razões é que poderíamos ter para julgar que a partir de agora é que será diferente? Lá está. Não temos. Por isso é que se torna tão importante aprendermos com a experiência e saber com isso distinguir quem somente diz que faz de que quem efetivamente já nos mostrou que sabe fazer.

Muito mais haveria para dizer, mas se me fosse estender em todos os setores, este manifesto ficaria ainda muito mais extenso do que já é. Antes de me centrar nas listas e nas pessoas, queria apenas rematar o assunto das propostas salientando novamente que a candidatura da Emília é, na minha opinião, sem dúvida alguma a que apresenta o programa que Mortágua e os Mortaguenses neste momento efetivamente precisam. Nas áreas que referi, mas também no turismo, que é absolutamente fundamental enquanto vetor económico da comunidade, sem descurar o urbanismo e a habitação, que também precisam de regulação e de um novo impulso. Na saúde há um compromisso sério para se fazer o que se pode e não se prometer o que depois não se consegue cumprir, que tem sido o que mais se tem visto, já na educação a prioridade é manter o registo que se tem podido avaliar tão positivamente ao longo dos últimos largos anos e não apenas dos destes quatro, como por incrível que pareça alguns nos querem fazer crer. Há imenso tempo que Mortágua é um exemplo nesta matéria, tal como na inclusão social e no apoio às famílias, não é obra deste mandato que acabou, que foi muito mais eficiente em mudar denominações de programas e de eventos sem alterar rigorosamente nada nos seus funcionamentos do que propriamente a ser verdadeiramente inovador e, dessa forma, acrescentar valor por fazer algo diferente. Enfim. Prossigamos. Focando-me nas pessoas que acompanham a Emília, tenho que referir o seu braço direito e número dois Paulo Oliveira, que é uma espécie de um polivalente de múltiplos recursos, como mostra o percurso por si efetuado ao longo dos dois mandatos em que assumiu grandes responsabilidades num Executivo que nos fez realmente andar para a frente. Não é só na cultura que dá cartas, não, apesar de aí se revelar especialmente proativo, eu diria que brilhante até. Nas contas, por exemplo, foi uma máquina com 8 anos de gestão financeira equilibrada do município, com investimentos bem visíveis e, muita atenção, sem ter batido no peito a autoproclamar-se o maior, como o incumbente que bateu os recordes negativos depois de cantar de galo, uns atrás dos outros. O Paulo é garantia de experiência por via do conhecimento adquirido e acima de tudo pensa pela própria cabeça. Valido imenso o seu contributo porque demonstra personalidade, está longe de ser um “yes” e já pôde prová-lo em diversos momentos. Fossem todos assim… numa composição executiva de natureza autoritária, o líder manda e os outros calam, enquanto obedientemente acenam a cabeça em concordância conivente. Muitas vezes independentemente tanto de causas como de consequências. Não pode ser. O Paulo não é nada disso, muito pelo contrário até… e nós precisamos de personalidade nas nossas esferas de decisão. Saturados de lideranças centradas numa só pessoa estamos nós. Não pode ser só dizer que sim e pronto, principalmente quando sabemos que a liderança é responsável por uma quantidade muito considerável de asneiras feitas nas quais também deixamos a nossa assinatura. Depois ainda se dá a tal palmadinha nas costas aos tais “Homens com H grande”… e pronto, é isto o que temos. Ou melhor, era o que tínhamos. Temos de abrir os olhos, meus amigos… está na altura de mudar!

Está na altura de mudar e a Emília é a pessoa certa a quem podemos confiar essa mudança. Com a Emília, além do Paulo, temos também o Serafim… e o que dizer do Serafim?? Para muitos será inclusivamente um dos perfis mais presidenciáveis que temos no nosso concelho, impressão essa com a qual concordo em absoluto… mais palavras para quê? O Serafim é uma grande pessoa, tem carisma para dar e vender, além de uma inteligência fora de normal que é aliada a uma humildade desarmante, 100% genuína, que não instrumentaliza em benefício próprio, muito pelo contrário. O Serafim é bonomia e generosidade dos pés à cabeça. Ele sim, é verdadeiramente um Homem com H grande. Toda a gente gosta dele. Toda a gente! Até os adversários políticos lhe reconhecem as virtudes, mesmo num momento como este e como  desde logo se impõe, claro. Pudera! Emília, Paulo e Serafim: os Mortaguenses podem ter toda a confiança e mais alguma neste trio para dirigir a próxima administração, é que não tenho qualquer dúvida do que estou a afirmar. Competência, solidez, planeamento, credibilidade. Transparência, rigor, responsabilidade e eficiência. Proximidade, cooperação, sensibilidade e decência. Integridade, dinamismo, empatia e coerência. Ambição realista e visão de futuro. A Emília, o Paulo e o Serafim enquanto equipa são isto tudo e muito mais. Atributos não lhes faltam… e é precisamente por estes motivos todos e mais alguns que lhes devemos confiar o nosso voto, amigos Mortaguenses. Os nossos recursos públicos precisam de ser bem geridos e eles dão-nos essa plena garantia.

Há outro aspeto muitíssimo importante que quero sublinhar junto de todos vós, caros amigos. À Emília, enalteço-lhe a coragem, mas não só… porque ao contrário de outros protagonistas, a Emília não precisa da Câmara para viver, para ganhar a sua vida, o que não deixa de ser uma vantagem, pois demonstra desde logo que abraça este desafio sem ser por desesperado interesse, o seu ou o dos amigos. O sucesso profissional e consequente desafogo económico que a caracteriza são provas provadinhas de que está efetivamente nesta corrida com espírito de missão, para em conjunto com a sua equipa servir abnegadamente a sua comunidade da melhor maneira. Não tenho, portanto, qualquer tipo de dúvidas de que é realmente o AMOR a Mortágua que a move, numa postura de afeição e de pertença a este lugar que é de nós todos, e que vai muito mais além de um mero slogan que se possa ler num cartaz. Não se candidata nem por interesses nem por dinheiro, sendo que isso também faz verdadeiramente a diferença em relação a outros candidatos… e vamos lá ver uma coisa, atenção que isto não é falar mal. É olhar com olhos de ver para o percurso de uns, dos outros e somar dois mais dois. Dá quatro, não dá? Pois dá.

Meus amigos! Sabemos tudo o que nos fizeram ao longo dos últimos anos deste muito particular mandato e essa é uma memória que ainda vai perdurar durante algum tempo, oh se vai… chega de enganos! Não nos podemos esquecer do que nos fizeram… nem do que não fizeram, depois de nos terem prometido que faziam! Vamos agora voltar a acreditar precisamente nas mesmas pessoas?? O que mudou de lá até agora a não ser a nossa experiência com esses protagonistas? Agora de repente é que vão passar a ser credíveis e a cumprir com a sua palavra?? Não podemos ser anjinhos, Mortaguenses! Não nos podemos deixar levar pela conversa fiada de ocasião, a realidade fala por si… e contra factos não há argumentos. Estamos bem cientes já do que é discurso ilusório, argumentação enganadora e retórica vazia… até porque não tivemos outra coisa ao longo destes anos. Está na hora de aprendermos com o que vivemos e não nos deixarmos levar novamente em cantigas e promessas vãs. Talvez houvesse quem tenha ficado bastante MELHOR depois deste mandato, mas não foi Mortágua, não... e não foram os Mortaguenses! Está na hora de mudar!

A Emília e o PSD vão ter o meu voto porque este é, sem dúvida alguma, o projeto mais credível, mais equilibrado, mais decente e, acima de tudo, o mais capaz de unir e de fazer acontecer.


A Emília e o PSD vão ter o meu voto porque esta é a equipa mais séria, mais responsável, mais sólida e, acima de tudo, mais comprometida com um futuro harmonioso para o nosso concelho.


A Emília e o PSD vão ter o meu voto porque são eles que estão mais próximos das pessoas e das suas necessidades reais… porque são eles que melhor representam a nossa identidade e os valores que nós, Mortaguenses, partilhamos… e porque são eles os mais dignos da nossa confiança!

A Emília e o PSD vão ter o meu voto porque é a eles  (e só a eles) que reconheço a capacidade de nos devolver a alegria perdida, de que tanta falta sentimos… e, mais importante do que tudo o resto, porque é neles que acredito para reacender a esperança!

Sim… porque é possível voltar a acreditar no futuro da nossa terra!

Com gente e alegria.

Com movimento e atividade económica.

Com melhores cuidados de saúde e o mesmo carinho de sempre pela educação.

Com mais e melhor desporto e cultura.

Com mais respeito pela nossa natureza.

Com mais juventude na nossa vila… e também nas nossas aldeias!

É por isto tudo (e por muito mais) que vou votar na Emília de Matos para ser a nossa próxima Presidente da Câmara Municipal de Mortágua. E é por isso também que deixo o apelo a todos os que ainda não tomaram a sua decisão: reflitam bem no que querem para o futuro da nossa querida terra e juntem-se a esta causa com toda a confiança.

Domingo, votem com alegria.

Domingo, votem com cor.

Domingo, votem por AMOR a Mortágua!

Domingo, votem na Emília e na sua brilhante equipa!

Votem por um futuro de esperança para TODOS OS MORTAGUENSES!

Votem por AMOR à nossa querida terra!

VIVA MORTÁGUA !!