17 de Novembro de 1993 e 18 de Novembro de 2009. Dezasseis anos e um dia de diferença marcam duas datas com sabores bem distintos para Carlos Queiroz, o seleccionador nacional de futebol. Na primeira, falhou o apuramento para o campeonato mundial dos Estados Unidos com uma derrota frente à Itália, mas na passada quarta-feira conseguiu finalmente atingir a fase final da prestigiada competição, tendo vencido a batalha frente à selecção da Bósnia-Herzegovina, para gáudio de milhões de portugueses, que vão poder ver a sua selecção em confronto com as melhores, já em Junho do próximo ano.
Foi ao minuto 55 que o jogador Raul Meireles providenciou alguma serenidade às hostes lusas, silenciando o público presente em Zenica, em esmagadora maioria afecto à equipa da casa, que tornou o recinto desportivo num autêntico inferno. As condições eram realmente adversas, com os adeptos a demonstrarem a sua fúria logo desde o momento em que o hino nacional foi entoado, assobiando ruidosamente, tal como faziam sempre que um jogador português se apoderava do esférico. Os bósnios já tinham mostrado a sua má conduta na recepção que fizeram à equipa portuguesa no aeroporto, brindando os jogadores com cuspidelas e impropérios vários, tendo ainda no final do encontro arremessado diversos objectos para o relvado, num claro exercício de mau perder. No entanto, quem efectivamente saiu satisfeito do desafio foram os portugueses, com justiça, pois foram melhores no decorrer dos 180 minutos, muito embora tenham sido imensamente felizes no encontro da primeira-mão, com a bola a embater por três vezes nos ferros da baliza do guardião Eduardo, uma sorte que por várias vezes não quis nada connosco no decorrer da fase de qualificação e, diga-se de verdade, também é necessária, como em tudo na vida.
A qualificação foi suada e, como se tem tornado hábito, foi necessário o auxílio da calculadora para traçar os cenários possíveis, pois Portugal chegou a depender de terceiros para garantir a passagem. Queiroz foi visado pelas críticas nos períodos mais difíceis, com alguns adeptos a pedirem inclusivamente o seu despedimento, nos frustrantes rescaldos de maus momentos, como a derrota em casa frente à Dinamarca, ou a copiosa goleada sofrida num encontro particular frente ao Brasil, por 6-2 (!), mas o seleccionador manteve-se ao leme e conseguiu alcançar o grande objectivo traçado, apesar do elevado grau de dificuldade registado. Na hora da celebração, quis “dar os parabéns aos jogadores, mas também agradecer o apoio de quem sempre acreditou …”, revelando também ironia da mais fina para com os numerosos detractores, que prematuramente condenaram a selecção ao fracasso. Enfim, um desabafo implícito do líder de uma equipa que, no momento chave, revelou grande seriedade e competência, mostrando que de facto merecia um lugar entre as 32 melhores.
Milhares de portugueses e luso-descendentes residentes na África do Sul também celebraram efusivamente o sofrido apuramento para o primeiro mundial de sempre em solo africano, tendo assim a oportunidade de apoiar nos estádios locais a equipa de todos nós. No entanto, não foi só alegria e felicidade que a comitiva trouxe na bagagem, pois a vitória frente à Bósnia trouxe também euros, muitos euros! Segundo a Cision, empresa líder no ramo da análise e monitorização de informação, os patrocinadores da selecção portuguesa de futebol deverão arrecadar cerca de 90 milhões de euros, num retorno financeiro bastante expressivo para as marcas que se associaram à equipa, cujos responsáveis devem estar ainda a esfregar as mãos de contentamento pela (difícil) qualificação. A Federação Portuguesa de Futebol vai ainda encaixar 15 milhões de euros, cinco de prémio de presença e dez dos prémios de objectivos dos patrocinadores, apenas para dar mais um exemplo do impacto económico que a participação num evento desta grandiosidade proporciona.
Agora é hora de dar início aos preparativos para a fase final do campeonato. Queiroz vai ter que preparar muito bem os seleccionados portugueses para os desafios que terão lugar no continente africano, entre Junho e Julho de 2010. O sorteio agendado para o próximo dia 4 de Dezembro porá a equipa das quinas num qualquer grupo que será sempre de grande dificuldade, uma vez que os melhores jogadores das melhores selecções estarão todos presentes, sedentos de glória e vitória, no mais ansiado momento em que a nata do futebol mundial se reúne para a celebração do desporto-rei. “O sonho de uma vida”, como referiu o seleccionador, que lembrou ainda que “as maratonas se correm até ao fim”, uma metáfora que alimenta o tal sonho, reforçado ainda pela provável presença do melhor jogador do mundo de 2008 para a FIFA, Cristiano Ronaldo, estranhamente “ausente” no decorrer da qualificação, onde não conseguiu obter qualquer golo. Jogador fantástico que é, com certeza que quererá também estar à altura do seu estatuto, podendo dar um toque de brilho que poderá faltar para que consigamos obter uma grande conquista. O povo português é conhecido pelo amor que nutre pelo futebol, tendo havido sempre “explosões” de nacionalismo cada vez que a selecção atinge a fase final de uma grande competição. Frente a frente estarão sempre 11 contra 11, logo.. tudo é possível!
Foi ao minuto 55 que o jogador Raul Meireles providenciou alguma serenidade às hostes lusas, silenciando o público presente em Zenica, em esmagadora maioria afecto à equipa da casa, que tornou o recinto desportivo num autêntico inferno. As condições eram realmente adversas, com os adeptos a demonstrarem a sua fúria logo desde o momento em que o hino nacional foi entoado, assobiando ruidosamente, tal como faziam sempre que um jogador português se apoderava do esférico. Os bósnios já tinham mostrado a sua má conduta na recepção que fizeram à equipa portuguesa no aeroporto, brindando os jogadores com cuspidelas e impropérios vários, tendo ainda no final do encontro arremessado diversos objectos para o relvado, num claro exercício de mau perder. No entanto, quem efectivamente saiu satisfeito do desafio foram os portugueses, com justiça, pois foram melhores no decorrer dos 180 minutos, muito embora tenham sido imensamente felizes no encontro da primeira-mão, com a bola a embater por três vezes nos ferros da baliza do guardião Eduardo, uma sorte que por várias vezes não quis nada connosco no decorrer da fase de qualificação e, diga-se de verdade, também é necessária, como em tudo na vida.
A qualificação foi suada e, como se tem tornado hábito, foi necessário o auxílio da calculadora para traçar os cenários possíveis, pois Portugal chegou a depender de terceiros para garantir a passagem. Queiroz foi visado pelas críticas nos períodos mais difíceis, com alguns adeptos a pedirem inclusivamente o seu despedimento, nos frustrantes rescaldos de maus momentos, como a derrota em casa frente à Dinamarca, ou a copiosa goleada sofrida num encontro particular frente ao Brasil, por 6-2 (!), mas o seleccionador manteve-se ao leme e conseguiu alcançar o grande objectivo traçado, apesar do elevado grau de dificuldade registado. Na hora da celebração, quis “dar os parabéns aos jogadores, mas também agradecer o apoio de quem sempre acreditou …”, revelando também ironia da mais fina para com os numerosos detractores, que prematuramente condenaram a selecção ao fracasso. Enfim, um desabafo implícito do líder de uma equipa que, no momento chave, revelou grande seriedade e competência, mostrando que de facto merecia um lugar entre as 32 melhores.
Milhares de portugueses e luso-descendentes residentes na África do Sul também celebraram efusivamente o sofrido apuramento para o primeiro mundial de sempre em solo africano, tendo assim a oportunidade de apoiar nos estádios locais a equipa de todos nós. No entanto, não foi só alegria e felicidade que a comitiva trouxe na bagagem, pois a vitória frente à Bósnia trouxe também euros, muitos euros! Segundo a Cision, empresa líder no ramo da análise e monitorização de informação, os patrocinadores da selecção portuguesa de futebol deverão arrecadar cerca de 90 milhões de euros, num retorno financeiro bastante expressivo para as marcas que se associaram à equipa, cujos responsáveis devem estar ainda a esfregar as mãos de contentamento pela (difícil) qualificação. A Federação Portuguesa de Futebol vai ainda encaixar 15 milhões de euros, cinco de prémio de presença e dez dos prémios de objectivos dos patrocinadores, apenas para dar mais um exemplo do impacto económico que a participação num evento desta grandiosidade proporciona.
Agora é hora de dar início aos preparativos para a fase final do campeonato. Queiroz vai ter que preparar muito bem os seleccionados portugueses para os desafios que terão lugar no continente africano, entre Junho e Julho de 2010. O sorteio agendado para o próximo dia 4 de Dezembro porá a equipa das quinas num qualquer grupo que será sempre de grande dificuldade, uma vez que os melhores jogadores das melhores selecções estarão todos presentes, sedentos de glória e vitória, no mais ansiado momento em que a nata do futebol mundial se reúne para a celebração do desporto-rei. “O sonho de uma vida”, como referiu o seleccionador, que lembrou ainda que “as maratonas se correm até ao fim”, uma metáfora que alimenta o tal sonho, reforçado ainda pela provável presença do melhor jogador do mundo de 2008 para a FIFA, Cristiano Ronaldo, estranhamente “ausente” no decorrer da qualificação, onde não conseguiu obter qualquer golo. Jogador fantástico que é, com certeza que quererá também estar à altura do seu estatuto, podendo dar um toque de brilho que poderá faltar para que consigamos obter uma grande conquista. O povo português é conhecido pelo amor que nutre pelo futebol, tendo havido sempre “explosões” de nacionalismo cada vez que a selecção atinge a fase final de uma grande competição. Frente a frente estarão sempre 11 contra 11, logo.. tudo é possível!