Realidades há muitas, e bastante diferentes também, mas o que influenciará de facto as pessoas a escolherem o local onde irão querer viver as suas vidas? No fundo, terá a ver com as prioridades de cada um, e com as expectativas que temos em relação ao meio que nos rodeará, o meio onde nos sentiremos melhor. Nem sempre podemos viver onde desejamos, e muitas das vezes essa opção é tomada em função das oportunidades de emprego que temos, mas no essencial todos optam por conciliar as coisas da melhor maneira possível. Uns preferem deslocar-se todos os dias para o trabalho de carro, outros optam por fixar-se na mesma localidade onde diariamente exercem as suas funções profissionais. Enfim, personalidades distintas, expectativas diferentes. Um dos factores mais importantes que caracterizam as sociedades modernas é a aglomeração da população nos grandes centros urbanos. No entanto, recentemente emergiu um fenómeno inverso, o êxodo urbano. O custo e a qualidade de vida têm levado uma grande quantidade da população a deslocar-se no sentido oposto, das cidades para zonas mais interiores e/ou rurais. Partindo da minha própria perspectiva, vou procurar analisar as vantagens e desvantagens de viver numa cidade ou numa vila, por exemplo.
As cidades são o local preferido para muitos, que apreciam a azáfama natural destes grandes centros, onde as oportunidades são outras, temos uma grande concentração de serviços, havendo uma maior quantidade e diversidade de possibilidades de emprego. São óptimas para os típicos consumistas, uma vez que no fundo temos “tudo à mão”: centros comerciais, hipermercados e uma grande oferta de cultura, com concertos, museus e exposições de todas as espécies. Mas será tudo um mar de rosas? Não me parece! As pessoas que vivem na cidade estão sujeitas a um maior stress, fruto de uma rotina mais rígida, que gera automatismos indesejados. Observando a cidade à distância, quase que podemos analisar o movimento e comportamento das pessoas estabelecendo uma comparação com grandes grupos de uma qualquer espécie animal, pela mecanização, havendo menos destaque à expressão individual. Há mais poluição, que resulta em menos saúde, e muito mais trânsito, logo muito mais tempo perdido nas filas. Há quem perca horas e horas de vida enfiado num carro em engarrafamentos diários! Temos ainda mais criminalidade, e mais assimetrias sociais, vêem-se as pessoas mais ricas lado a lado com as pessoas mais pobres, sendo que a (provável) solidariedade que deveria existir com esta interacção e proximidade é substituída por outro valor, a indiferença. A impessoalidade é quase total, ninguém conhece ninguém.
Partindo da perspectiva do crescimento de uma criança, nos meios mais pequenos ainda se vêem miúdos a jogar à bola, e a andarem juntos de bicicleta; nos grandes centros urbanos estes passam os dias entre a escola e o apartamento, onde jogam nas consolas e navegam na internet. Os pais acabam por ter muito menos tempo para elas, e quando têm normalmente vão para o centro comercial, ou locais semelhantes, sendo recorrente haver crianças que nunca viram como crescem os legumes na horta, ou como vivem os animais numa quinta, por exemplo. É sempre uma análise relativa, mas parece-me que uma criança terá muito mais facilidade em evoluir positivamente num sítio mais calmo e mais ligado à Natureza, menos exposto à marginalidade, com os pais a terem por norma mais tempo para os filhos.
Se considerarmos que qualidade de vida é respirarmos um ar mais puro, termos uma vida mais tranquila, com muito menos stress provocado pelo trânsito e pelas movimentações das massas, por norma agitadas e impacientes, sempre a correr de um lado para o outro para cumprir horários, num contínuo alvoroço, então a melhor opção não será, com certeza, viver numa cidade. Numa vila, por exemplo, temos outro espírito de comunidade, mais pessoal, as pessoas conhecem-se e cumprimentam-se na rua, o que também tem o seu lado negativo para os mais reservados, com a perda do anonimato perde-se também alguma privacidade, como é lógico. Há uma menor concentração de serviços, menos disponibilidade na assistência médica e uma quantidade e diversidade de postos de trabalho mais reduzida.
No entanto, o outro lado da balança pesa mais, na minha óptica. Um local mais tranquilo propicia mais facilmente uma vida mais tranquila. Há outra segurança, e as paisagens são mais naturais, menos alteradas pela mão do Homem, o que vai sendo cada vez mais raro. São locais com um custo de vida mais acessível, e com outra facilidade para a fixação, com terrenos e casas mais baratos, normalmente com impostos mais leves e, em alguns casos, até isenção de taxas de construção de habitação própria, para os casais mais jovens. Estes poderão ainda encontrar um bom ambiente para a educação e sociabilização dos seus filhos, por certo diferente do verificado nas grandes cidades.
Por tudo isto e muito mais, escolhi Mortágua para viver. A proximidade da família e dos amigos também influencia, os laços criados têm obviamente o seu peso, e o que é certo é que aqui se reúnem todas as possibilidades para ter óptimas condições de vida, uma vila dotada de todos os equipamentos necessários e com grande presença da Natureza, e todos os benefícios que dela advêm.
O ser humano é um ser permanentemente insatisfeito, sempre em busca da sua realização, tão difícil de alcançar. Além disso, como todos dizem, a vida é curta, pelo que importa estar com quem gostamos, e onde nos sentimos melhor.
Por tudo isto e muito mais, escolhi Mortágua para viver.
As cidades são o local preferido para muitos, que apreciam a azáfama natural destes grandes centros, onde as oportunidades são outras, temos uma grande concentração de serviços, havendo uma maior quantidade e diversidade de possibilidades de emprego. São óptimas para os típicos consumistas, uma vez que no fundo temos “tudo à mão”: centros comerciais, hipermercados e uma grande oferta de cultura, com concertos, museus e exposições de todas as espécies. Mas será tudo um mar de rosas? Não me parece! As pessoas que vivem na cidade estão sujeitas a um maior stress, fruto de uma rotina mais rígida, que gera automatismos indesejados. Observando a cidade à distância, quase que podemos analisar o movimento e comportamento das pessoas estabelecendo uma comparação com grandes grupos de uma qualquer espécie animal, pela mecanização, havendo menos destaque à expressão individual. Há mais poluição, que resulta em menos saúde, e muito mais trânsito, logo muito mais tempo perdido nas filas. Há quem perca horas e horas de vida enfiado num carro em engarrafamentos diários! Temos ainda mais criminalidade, e mais assimetrias sociais, vêem-se as pessoas mais ricas lado a lado com as pessoas mais pobres, sendo que a (provável) solidariedade que deveria existir com esta interacção e proximidade é substituída por outro valor, a indiferença. A impessoalidade é quase total, ninguém conhece ninguém.
Partindo da perspectiva do crescimento de uma criança, nos meios mais pequenos ainda se vêem miúdos a jogar à bola, e a andarem juntos de bicicleta; nos grandes centros urbanos estes passam os dias entre a escola e o apartamento, onde jogam nas consolas e navegam na internet. Os pais acabam por ter muito menos tempo para elas, e quando têm normalmente vão para o centro comercial, ou locais semelhantes, sendo recorrente haver crianças que nunca viram como crescem os legumes na horta, ou como vivem os animais numa quinta, por exemplo. É sempre uma análise relativa, mas parece-me que uma criança terá muito mais facilidade em evoluir positivamente num sítio mais calmo e mais ligado à Natureza, menos exposto à marginalidade, com os pais a terem por norma mais tempo para os filhos.
Se considerarmos que qualidade de vida é respirarmos um ar mais puro, termos uma vida mais tranquila, com muito menos stress provocado pelo trânsito e pelas movimentações das massas, por norma agitadas e impacientes, sempre a correr de um lado para o outro para cumprir horários, num contínuo alvoroço, então a melhor opção não será, com certeza, viver numa cidade. Numa vila, por exemplo, temos outro espírito de comunidade, mais pessoal, as pessoas conhecem-se e cumprimentam-se na rua, o que também tem o seu lado negativo para os mais reservados, com a perda do anonimato perde-se também alguma privacidade, como é lógico. Há uma menor concentração de serviços, menos disponibilidade na assistência médica e uma quantidade e diversidade de postos de trabalho mais reduzida.
No entanto, o outro lado da balança pesa mais, na minha óptica. Um local mais tranquilo propicia mais facilmente uma vida mais tranquila. Há outra segurança, e as paisagens são mais naturais, menos alteradas pela mão do Homem, o que vai sendo cada vez mais raro. São locais com um custo de vida mais acessível, e com outra facilidade para a fixação, com terrenos e casas mais baratos, normalmente com impostos mais leves e, em alguns casos, até isenção de taxas de construção de habitação própria, para os casais mais jovens. Estes poderão ainda encontrar um bom ambiente para a educação e sociabilização dos seus filhos, por certo diferente do verificado nas grandes cidades.
Por tudo isto e muito mais, escolhi Mortágua para viver. A proximidade da família e dos amigos também influencia, os laços criados têm obviamente o seu peso, e o que é certo é que aqui se reúnem todas as possibilidades para ter óptimas condições de vida, uma vila dotada de todos os equipamentos necessários e com grande presença da Natureza, e todos os benefícios que dela advêm.
O ser humano é um ser permanentemente insatisfeito, sempre em busca da sua realização, tão difícil de alcançar. Além disso, como todos dizem, a vida é curta, pelo que importa estar com quem gostamos, e onde nos sentimos melhor.
Por tudo isto e muito mais, escolhi Mortágua para viver.
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