Não creio que exista “opinionista” algum no mundo que resista à tentação, por estas alturas, de fazer um balanço do ano findo e, de certa forma, projectar alguns cenários possíveis para o ano vindouro. Eu, pretendendo distanciar-me de alguma maneira de quaisquer estereótipos textuais ou formatos pré-concebidos, acabei por dar comigo a reflectir em torno da mesma temática, até porque considero que tal exercício será, sobretudo, saudável e revigorante. É sempre positivo procurarmos sair da nossa esfera pessoal, como que nos suspendêssemos por instantes por cima das nossas cabeças, e efectuarmos uma espécie de reflexão avaliativa da nossa existência, obviamente com o intuito de melhorar, seja em que aspecto for. Parece-me bastante enriquecedor que se investigue os erros cometidos no passado, procurando atingir clarificações válidas no que toca a relações causa/efeito/consequência, no sentido de adoptar posturas para o futuro que, de certa forma, evitem que o indivíduo caia nos mesmos erros, que tropece nos mesmos obstáculos. Isto chama-se desenvolvimento positivo, aplicável não só no plano pessoal, como também no plano político e social, isto é, todos podemos, e devemos, melhorar com o decorrer do tempo, pois é fundamental que todos tenhamos permanentemente uma atitude auto-correctiva, pessoas e grupos.
Após o Natal, e aproximando-se o final do ano, é natural que no fundo todos estejamos um pouco mais sensíveis para determinadas áreas das nossas vidas, procurando mudar este ou aquele hábito, dissuadir este ou aquele vício que, lá mesmo no fundo, consideramos nefasto para as nossas vidas. Não sendo uma tarefa fácil, é certo que uns são melhores do que outros no desempenho desta função. Importa estabelecer objectivos, mas é ainda mais importante ter sempre presente o realismo no momento da definição destes. Grandes listas preenchidas com grandes objectivos redundam, na maioria dos casos, num fracasso total. Valorizo a ambição, considero-a construtiva e enobrecedora, mas penso que esta deverá ser realista, pois devemos dar passos pequenos e seguros, e acima de tudo de forma gradual, ou seja, um de cada vez.
2009 foi um ano muito complicado no entender de muitas pessoas, frutuoso no entender de outras, sendo que vários aspectos poderão ser destacados, positivos e negativos, embora no momento me procure centrar apenas em algumas questões que considero pertinentes, sem grandes pretensões de fazer um balanço exaustivo e rigoroso acerca do que realmente experienciámos no ano transacto. Sim, ano transacto, é verdade que já estamos em 2010, e se olharmos à nossa volta talvez as coisas não estejam assim tão diferentes, por vezes a forma como encaramos o mundo e nós próprios é que torna as coisas diferentes, temos sempre a capacidade de escurecer ou clarear tudo o que seja cenário, retrato, perspectiva. E isto, parecendo redutor, parece-me determinante. A perspectiva. A tendência da nossa perspectiva. O positivismo ou negativismo que reveste o nosso olhar, o nosso interior, a nossa sensibilidade para abordarmos determinadas questões. Mas adiante..
O ano começou com uma “new hope” localizada algures pela América, que entretanto adquiriu contornos universais. Barack Obama tomou posse em Janeiro, trazendo sobretudo um discurso claro e positivo, que trouxe verdadeiramente esperança às pessoas. Óptimo! Perdurável ou não, e neste caso específico parece-me que os dias já foram menos negros do que agora, é sempre bom haver esperança. Como em tudo na vida, e temos o exemplo dos antigos impérios, há sempre altos e baixos, vamos ver como as coisas se vão desenvolvendo. No calor do momento, às vezes promete-se aquilo que, quer queiramos ou não, poderá não ser realizável. Um pouco mais a Sul, para os lados do México, se não me engano lá para o mês de Maio, surgiu uma nova variante da gripe suína, o H1N1, variante esta já transmissível aos humanos. O fenómeno rapidamente adquiriu proporções gigantescas e incontroláveis, e o mundo teve realmente medo da epidemia, entretanto elevada a pandemia, universalizada por absoluto. Morreram muitas pessoas, mas descobriram-se vacinas (?), e entretanto foi-se controlando a acção da patologia, sendo que hoje podemos dizer que o pico infeccioso já estará, à partida, ultrapassado. Recordando tragédias, lembro-me também das 228 pessoas desaparecidas no Atlântico no voo da AirFrance, anónimas ao grande público, mas pessoas como nós. Mediaticamente, nada comparável, por exemplo, ao volume desproporcionado que a morte inesperada do astro Michael Jackson gerou, um fenómeno global que na altura me deixou a pensar em muitas coisas. Por vezes sentimos os famosos como se fossem da família. A verdade é que são mesmo muitos os que vão partindo desta vida no maior dos anonimatos. Sentimos especialmente os que nos rodeiam, e nos momentos mais difíceis e desesperados penso que importa procurar a Razão, o sentido cíclico da vida. Naturalmente, uns morrem e outros nascem, e é assim que as coisas são e serão sempre. Doa o que doer. Hoje tu, amanhã eu, ninguém que respire é imune. Enfim..
Em Junho, o Cristiano Ronaldo foi para o Real Madrid por 96M€, recorde dos recordes, que sucesso tão colossal e universal! Afinal não somos assim tão pequenos.. temos uma estrela à escala planetária, afinal somos os maiores! Dou o exemplo do futebol e do CR9, porque a sua conduta de vida, perseverança e força de vontade são realmente impressionantes. Eu quero algo, sonho um dia em, e vou fazer tudo o que está ao meu alcance para. Admirável.
Além do futebol, precisamos de um CR (ou mais se possível!) na Ciência, nas Artes, nas Letras, no Empresariado, na Técnica, na Informática, em todas as áreas. Desejo para 2010 muita energia positiva para todas as pessoas, pois para alcançar o sucesso é essencial, em primeiro, que se acredite nele. Há que esperar o melhor, mas também há que estar preparado para o pior, procurando aceitar a realidade que nos envolve e vai envolvendo, mas nada nos impede de alimentar o Sonho. Há inúmeros exemplos por esse mundo fora que provam que tudo é possível, basta procurar objectivos e lutar por eles, com tudo o que temos. O temor é inimigo da esperança e da realização, no plano pessoal mas também em relação às diversas comunidades, como em relação ao estado do nosso país, por exemplo. O título deste artigo é uma citação directa de Leib Lazarov, que me inspirou para esta dissertação de ano novo, e não resisto ainda a culminá-lo com outra, através de um inspirador, esperançoso e sapiente provérbio chinês.
“Das mais escuras nuvens cai água clara e fertilizante”
Após o Natal, e aproximando-se o final do ano, é natural que no fundo todos estejamos um pouco mais sensíveis para determinadas áreas das nossas vidas, procurando mudar este ou aquele hábito, dissuadir este ou aquele vício que, lá mesmo no fundo, consideramos nefasto para as nossas vidas. Não sendo uma tarefa fácil, é certo que uns são melhores do que outros no desempenho desta função. Importa estabelecer objectivos, mas é ainda mais importante ter sempre presente o realismo no momento da definição destes. Grandes listas preenchidas com grandes objectivos redundam, na maioria dos casos, num fracasso total. Valorizo a ambição, considero-a construtiva e enobrecedora, mas penso que esta deverá ser realista, pois devemos dar passos pequenos e seguros, e acima de tudo de forma gradual, ou seja, um de cada vez.
2009 foi um ano muito complicado no entender de muitas pessoas, frutuoso no entender de outras, sendo que vários aspectos poderão ser destacados, positivos e negativos, embora no momento me procure centrar apenas em algumas questões que considero pertinentes, sem grandes pretensões de fazer um balanço exaustivo e rigoroso acerca do que realmente experienciámos no ano transacto. Sim, ano transacto, é verdade que já estamos em 2010, e se olharmos à nossa volta talvez as coisas não estejam assim tão diferentes, por vezes a forma como encaramos o mundo e nós próprios é que torna as coisas diferentes, temos sempre a capacidade de escurecer ou clarear tudo o que seja cenário, retrato, perspectiva. E isto, parecendo redutor, parece-me determinante. A perspectiva. A tendência da nossa perspectiva. O positivismo ou negativismo que reveste o nosso olhar, o nosso interior, a nossa sensibilidade para abordarmos determinadas questões. Mas adiante..
O ano começou com uma “new hope” localizada algures pela América, que entretanto adquiriu contornos universais. Barack Obama tomou posse em Janeiro, trazendo sobretudo um discurso claro e positivo, que trouxe verdadeiramente esperança às pessoas. Óptimo! Perdurável ou não, e neste caso específico parece-me que os dias já foram menos negros do que agora, é sempre bom haver esperança. Como em tudo na vida, e temos o exemplo dos antigos impérios, há sempre altos e baixos, vamos ver como as coisas se vão desenvolvendo. No calor do momento, às vezes promete-se aquilo que, quer queiramos ou não, poderá não ser realizável. Um pouco mais a Sul, para os lados do México, se não me engano lá para o mês de Maio, surgiu uma nova variante da gripe suína, o H1N1, variante esta já transmissível aos humanos. O fenómeno rapidamente adquiriu proporções gigantescas e incontroláveis, e o mundo teve realmente medo da epidemia, entretanto elevada a pandemia, universalizada por absoluto. Morreram muitas pessoas, mas descobriram-se vacinas (?), e entretanto foi-se controlando a acção da patologia, sendo que hoje podemos dizer que o pico infeccioso já estará, à partida, ultrapassado. Recordando tragédias, lembro-me também das 228 pessoas desaparecidas no Atlântico no voo da AirFrance, anónimas ao grande público, mas pessoas como nós. Mediaticamente, nada comparável, por exemplo, ao volume desproporcionado que a morte inesperada do astro Michael Jackson gerou, um fenómeno global que na altura me deixou a pensar em muitas coisas. Por vezes sentimos os famosos como se fossem da família. A verdade é que são mesmo muitos os que vão partindo desta vida no maior dos anonimatos. Sentimos especialmente os que nos rodeiam, e nos momentos mais difíceis e desesperados penso que importa procurar a Razão, o sentido cíclico da vida. Naturalmente, uns morrem e outros nascem, e é assim que as coisas são e serão sempre. Doa o que doer. Hoje tu, amanhã eu, ninguém que respire é imune. Enfim..
Em Junho, o Cristiano Ronaldo foi para o Real Madrid por 96M€, recorde dos recordes, que sucesso tão colossal e universal! Afinal não somos assim tão pequenos.. temos uma estrela à escala planetária, afinal somos os maiores! Dou o exemplo do futebol e do CR9, porque a sua conduta de vida, perseverança e força de vontade são realmente impressionantes. Eu quero algo, sonho um dia em, e vou fazer tudo o que está ao meu alcance para. Admirável.
Além do futebol, precisamos de um CR (ou mais se possível!) na Ciência, nas Artes, nas Letras, no Empresariado, na Técnica, na Informática, em todas as áreas. Desejo para 2010 muita energia positiva para todas as pessoas, pois para alcançar o sucesso é essencial, em primeiro, que se acredite nele. Há que esperar o melhor, mas também há que estar preparado para o pior, procurando aceitar a realidade que nos envolve e vai envolvendo, mas nada nos impede de alimentar o Sonho. Há inúmeros exemplos por esse mundo fora que provam que tudo é possível, basta procurar objectivos e lutar por eles, com tudo o que temos. O temor é inimigo da esperança e da realização, no plano pessoal mas também em relação às diversas comunidades, como em relação ao estado do nosso país, por exemplo. O título deste artigo é uma citação directa de Leib Lazarov, que me inspirou para esta dissertação de ano novo, e não resisto ainda a culminá-lo com outra, através de um inspirador, esperançoso e sapiente provérbio chinês.
“Das mais escuras nuvens cai água clara e fertilizante”
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