O programa televisivo “Prós e Contras”, do passado dia 28 de Fevereiro, foi uma pequena amostra do estado a que chegou a Educação em Portugal, tendo como alguns dos intervenientes diversos representantes de federações e associações académicas que mais não fizeram do que auto-atestar a sua superficialíssima formação, evidenciando a debilidade do ensino que tem vindo a ser ministrado no nosso país de algum tempo a esta parte, e que resultou na formação de uma geração que, mesmo estando “à rasca”, convinha pelo menos que procurasse informar-se, instruir-se e adequadamente se “desenrascar”.
O problema da transição para o mercado laboral não é somente português, pelo que importa incutir valores determinantes nos jovens de hoje, adultos de amanhã, que os prepare da melhor maneira para os novos desafios que se avizinham, de certa forma até por uma questão de mentalidade. É importante perceber por um lado que o nosso país é demasiado pequeno para ser possível haver uma oferta laboral que todos abarque, os qualificados e os menos qualificados, o que estranhamente se constitui como que uma espécie de um dogma que parece persistir. Embora não devamos nunca abdicar da nossa própria identidade, devemos procurar integrar-nos de outra forma na Europa, sem pudores injustificados. Sem crescimento económico no nosso país não se gera mais trabalho, pelo que não podemos estar sempre a aguardar oportunidades caídas do céu, ou esperar que o Governo "crie" emprego. Importa agarrar as oportunidades que surgirem, e encarar a Europa como "um país", o nosso país também, isto porque o futuro será de europeus de diferentes nacionalidades, e não de pseudo-nacionalistas acomodados e retrógrados, pois também para isso serviu Bolonha. Para combater este preciso aspecto, a qualidade do Ensino que é providenciado torna-se fundamental. Se queremos ter de facto um futuro melhor, temos que formar convenientemente os mais novos nos tempos que correm, eu diria mesmo apostar tudo por tudo neles, porque o que de facto se viu no programa foi francamente mau, um alerta vermelho para explorar e corrigir desde já, sob o risco de progressivamente nos despersonalizarmos como indivíduos e como povo.
É imperativo agir desde já na Educação, provavelmente o sector estrategicamente mais importante e mais necessitado de uma grande reforma. Uma reforma de rigor, exigência, e acima de tudo virada para as novas exigências de um futuro global! Providenciem-se todas as condições necessárias a todos os agentes educativos, desde os alunos até à figura do professor, entre outros, e começaremos a colher bons resultados dessa aposta num prazo de 10 anos. Não somos nem temos que ser inevitavelmente "maus", precisamos é de uma melhor orientação para sermos melhores do que somos presentemente. E isso requer um forte investimento no sector, pelo que é lamentável que o critério economicista se sobreponha permanentemente ao critério pedagógico na linha estratégica seguida e consagrada nas políticas educativas adoptadas.
A conjuntura socioeconómica actual atravessa um período francamente mau, o que não constitui novidade para ninguém. A acumulação da dívida, o insuficiente desempenho da economia, o aumento do desemprego e o consequente avolumar de problemas sociais são sintomas reais e mais do que suficientemente graves para exigir uma concertação por parte das forças partidárias e dos diversos agentes políticos, devendo estes estrategicamente convergir em prol do superior interesse de Portugal, e dos seus cidadãos, colocando de parte proveitos particulares e sectoriais. Se não o fizermos, incorremos num sério risco de aumentar ainda mais a pobreza e as desigualdades, o que poderá inclusivamente despertar fundados receios de convulsões sociais no nosso país, à semelhança das que se têm visto proliferar por esse mundo fora. A paciência do povo por vezes tem limites.
Pretendo destacar a enorme importância da Educação, pelo que a este propósito me parece que toda a política deveria ser de certa forma humanizada, isto é, centrada no ser humano e não no lucro, ou na poupança. A actividade política que é exercida parece-me demasiado mecânica, assente numa racionalidade que de facto existe, mas que carece vastas vezes da importantíssima influência da ética, ou até de alguma sensibilidade. Já dizia Saramago que “se a ética não governa a razão, a razão está-se nas tintas”, e parece-me que neste aspecto particular sobre o qual reflicto, à semelhança de outros em que facilmente se observa o mesmo, existe uma espécie de desumanização latente no rumo traçado pela política global, que como se sabe assenta num modelo capitalista que se está fria e perfeitamente a borrifar para essa suposta ética. Não querendo parecer um idealista utópico, e independentemente do valor da minha palavra, não me inibo no entanto de mostrar-me inconformado, procurando até de certa forma nesse inconformismo uma vontade própria, uma vontade de mudar e agregar todos aqueles que também se sentem insatisfeitos ou injustiçados com o estado da situação. Só intervindo agora poderemos melhorar o que pode ser melhorado, e cabe aos jovens deste país, nos quais claramente me incluo, lutar por um futuro melhor para todos, um futuro que se deseja personalizado, e não mecanizado.
Humanizemo-nos gradualmente, portanto. As pessoas têm forçosamente que ser colocadas no centro de toda e qualquer decisão que determine o nosso futuro como povo, e como mundo. E é também precisamente por isto que a Educação se revela fundamental.
O problema da transição para o mercado laboral não é somente português, pelo que importa incutir valores determinantes nos jovens de hoje, adultos de amanhã, que os prepare da melhor maneira para os novos desafios que se avizinham, de certa forma até por uma questão de mentalidade. É importante perceber por um lado que o nosso país é demasiado pequeno para ser possível haver uma oferta laboral que todos abarque, os qualificados e os menos qualificados, o que estranhamente se constitui como que uma espécie de um dogma que parece persistir. Embora não devamos nunca abdicar da nossa própria identidade, devemos procurar integrar-nos de outra forma na Europa, sem pudores injustificados. Sem crescimento económico no nosso país não se gera mais trabalho, pelo que não podemos estar sempre a aguardar oportunidades caídas do céu, ou esperar que o Governo "crie" emprego. Importa agarrar as oportunidades que surgirem, e encarar a Europa como "um país", o nosso país também, isto porque o futuro será de europeus de diferentes nacionalidades, e não de pseudo-nacionalistas acomodados e retrógrados, pois também para isso serviu Bolonha. Para combater este preciso aspecto, a qualidade do Ensino que é providenciado torna-se fundamental. Se queremos ter de facto um futuro melhor, temos que formar convenientemente os mais novos nos tempos que correm, eu diria mesmo apostar tudo por tudo neles, porque o que de facto se viu no programa foi francamente mau, um alerta vermelho para explorar e corrigir desde já, sob o risco de progressivamente nos despersonalizarmos como indivíduos e como povo.
É imperativo agir desde já na Educação, provavelmente o sector estrategicamente mais importante e mais necessitado de uma grande reforma. Uma reforma de rigor, exigência, e acima de tudo virada para as novas exigências de um futuro global! Providenciem-se todas as condições necessárias a todos os agentes educativos, desde os alunos até à figura do professor, entre outros, e começaremos a colher bons resultados dessa aposta num prazo de 10 anos. Não somos nem temos que ser inevitavelmente "maus", precisamos é de uma melhor orientação para sermos melhores do que somos presentemente. E isso requer um forte investimento no sector, pelo que é lamentável que o critério economicista se sobreponha permanentemente ao critério pedagógico na linha estratégica seguida e consagrada nas políticas educativas adoptadas.
A conjuntura socioeconómica actual atravessa um período francamente mau, o que não constitui novidade para ninguém. A acumulação da dívida, o insuficiente desempenho da economia, o aumento do desemprego e o consequente avolumar de problemas sociais são sintomas reais e mais do que suficientemente graves para exigir uma concertação por parte das forças partidárias e dos diversos agentes políticos, devendo estes estrategicamente convergir em prol do superior interesse de Portugal, e dos seus cidadãos, colocando de parte proveitos particulares e sectoriais. Se não o fizermos, incorremos num sério risco de aumentar ainda mais a pobreza e as desigualdades, o que poderá inclusivamente despertar fundados receios de convulsões sociais no nosso país, à semelhança das que se têm visto proliferar por esse mundo fora. A paciência do povo por vezes tem limites.
Pretendo destacar a enorme importância da Educação, pelo que a este propósito me parece que toda a política deveria ser de certa forma humanizada, isto é, centrada no ser humano e não no lucro, ou na poupança. A actividade política que é exercida parece-me demasiado mecânica, assente numa racionalidade que de facto existe, mas que carece vastas vezes da importantíssima influência da ética, ou até de alguma sensibilidade. Já dizia Saramago que “se a ética não governa a razão, a razão está-se nas tintas”, e parece-me que neste aspecto particular sobre o qual reflicto, à semelhança de outros em que facilmente se observa o mesmo, existe uma espécie de desumanização latente no rumo traçado pela política global, que como se sabe assenta num modelo capitalista que se está fria e perfeitamente a borrifar para essa suposta ética. Não querendo parecer um idealista utópico, e independentemente do valor da minha palavra, não me inibo no entanto de mostrar-me inconformado, procurando até de certa forma nesse inconformismo uma vontade própria, uma vontade de mudar e agregar todos aqueles que também se sentem insatisfeitos ou injustiçados com o estado da situação. Só intervindo agora poderemos melhorar o que pode ser melhorado, e cabe aos jovens deste país, nos quais claramente me incluo, lutar por um futuro melhor para todos, um futuro que se deseja personalizado, e não mecanizado.
Humanizemo-nos gradualmente, portanto. As pessoas têm forçosamente que ser colocadas no centro de toda e qualquer decisão que determine o nosso futuro como povo, e como mundo. E é também precisamente por isto que a Educação se revela fundamental.
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