100 dias após a tomada de posse do último Governo, os balanços efectuados são claramente distintos à Esquerda e à Direita. PSD e CDS congratulam-se pelo trabalho até aqui desenvolvido, salientando o facto de estarem a cumprir exemplarmente os compromissos assinados com a Troika, enquanto os restantes partidos políticos vão permanecendo atentos ao rumo traçado pela coligação governativa, criticando os sacrifícios pedidos que vão “além” do que ficou estipulado no famoso memorando de entendimento e ainda denunciando o aumento das desigualdades sociais decorrentes das opções entretanto tomadas. Segundo dados adiantados pela imprensa, parece que o único orçamento contemplado para 2012 que não sofrerá cortes será o da Administração Interna, o que poderá ser interpretado como um sinal de que Pedro Passos Coelho estará realmente inquietado quanto à possibilidade do país ser palco de “tumultos” originados por convulsões sociais, sendo que o melhor remédio será sempre prevenir, como prova a aposta no reforço das forças de segurança, não vá o diabo tecê-las. Justiça, Saúde e Educação continuam preocupantemente a ser alvos de cortes e mais cortes, e apesar de ser conhecida a necessidade de abatermos uns quilos das “gorduras” do nosso Estado, estou em crer que em alguns dos sectores mais importantes estas começam a ser confundidas com o “músculo”, ou mesmo até com o “osso”.
Tendo em mente o recente arranque do novo ano lectivo, centrarei a minha atenção na pasta assumida por Nuno Crato, sendo que me parece que os cortes efectuados e os entretanto previstos são demasiados para uma área tão determinante para o futuro do país, e que nunca poderá ser alvo de um tratamento cego e indiscriminado que possa ter inclusivamente como consequência a ruptura do funcionamento de algumas escolas, como alguns já temem. Apesar da doutrina filosófica adoptada do “fazer mais com menos”, há de facto limites que não deverão ser ultrapassados, pelo que analisando os problemas e as carências de muitos dos estabelecimentos de ensino do país neste regresso às aulas, é com justificado receio que se antecipam cenários muito maus caso os novos cortes previstos para os próximos dois anos sejam integralmente aplicados. A rever.
Colocando por agora um pouco de parte as legítimas preocupações que o actual panorama político nacional inspira em qualquer um de nós, gostaria de me reportar à entrada em funcionamento do novo Centro Educativo e Creche de Mortágua. Trata-se de uma infraestrutura de grandes dimensões que junta no mesmo espaço os níveis de ensino do Pré-Escolar e do Primeiro Ciclo, para além do serviço da Creche, sendo um edifício dotado de todos os recursos indispensáveis e devidamente apetrechado com os mais modernos equipamentos, dos quais se destaca a título de exemplo a existência de um quadro interactivo por sala de aula. Longe irão estar os tempos do giz e da ardósia, que um dia farão parte do imaginário nostálgico dos mais velhos, sendo que, como tudo na vida, o inevitável devir trouxe uma realidade absolutamente nova a toda a Comunidade Educativa do Concelho. O maior investimento de sempre do Município resultou num espaço físico facilitador a um aumento da qualidade do ensino que é ministrado, e do qual todos beneficiarão. Com preocupações e prioridades estabelecidas que foram muito mais além das habituais recomendações do Ministério da Educação para edifícios deste género, a Câmara Municipal de Mortágua prova de facto que dá primazia a este importantíssimo sector, ciente de que este será determinante para um melhor futuro das suas crianças de hoje, os adultos de amanhã.
Este regresso à escola foi para todos especial, numa transição para todos completamente diferente, dos professores aos alunos, dos pais aos auxiliares. Duas semanas de actividade volvidas, o balanço é claramente positivo, apesar de contratempos pontuais e imprevistos que vão sendo gradualmente corrigidos à medida que são aferidos, como aliás é perfeitamente natural. Colocar em pleno funcionamento uma infraestrutura desta envergadura foi com certeza um desafio, e tratando-se de uma complicadíssima operação logística é de justiça saudar o enorme esforço nesse sentido de todos os intervenientes no processo.
Realmente gratificante foi mesmo poder constatar a alegria transbordante das crianças nos primeiros contactos com a sua nova escola, que compõe um espaço inovador que vê francamente melhoradas as condições de ensino e aprendizagem anteriormente verificadas nos antigos equipamentos, a aliar a uma inequívoca maior igualdade de acesso e de oportunidades de que todos os alunos sem excepção agora usufruem.
Por estes, e na qualidade de professor de Inglês de grande parte deles, dedico-lhes com boa disposição o título deste artigo.
“Back to School”
Tendo em mente o recente arranque do novo ano lectivo, centrarei a minha atenção na pasta assumida por Nuno Crato, sendo que me parece que os cortes efectuados e os entretanto previstos são demasiados para uma área tão determinante para o futuro do país, e que nunca poderá ser alvo de um tratamento cego e indiscriminado que possa ter inclusivamente como consequência a ruptura do funcionamento de algumas escolas, como alguns já temem. Apesar da doutrina filosófica adoptada do “fazer mais com menos”, há de facto limites que não deverão ser ultrapassados, pelo que analisando os problemas e as carências de muitos dos estabelecimentos de ensino do país neste regresso às aulas, é com justificado receio que se antecipam cenários muito maus caso os novos cortes previstos para os próximos dois anos sejam integralmente aplicados. A rever.
Colocando por agora um pouco de parte as legítimas preocupações que o actual panorama político nacional inspira em qualquer um de nós, gostaria de me reportar à entrada em funcionamento do novo Centro Educativo e Creche de Mortágua. Trata-se de uma infraestrutura de grandes dimensões que junta no mesmo espaço os níveis de ensino do Pré-Escolar e do Primeiro Ciclo, para além do serviço da Creche, sendo um edifício dotado de todos os recursos indispensáveis e devidamente apetrechado com os mais modernos equipamentos, dos quais se destaca a título de exemplo a existência de um quadro interactivo por sala de aula. Longe irão estar os tempos do giz e da ardósia, que um dia farão parte do imaginário nostálgico dos mais velhos, sendo que, como tudo na vida, o inevitável devir trouxe uma realidade absolutamente nova a toda a Comunidade Educativa do Concelho. O maior investimento de sempre do Município resultou num espaço físico facilitador a um aumento da qualidade do ensino que é ministrado, e do qual todos beneficiarão. Com preocupações e prioridades estabelecidas que foram muito mais além das habituais recomendações do Ministério da Educação para edifícios deste género, a Câmara Municipal de Mortágua prova de facto que dá primazia a este importantíssimo sector, ciente de que este será determinante para um melhor futuro das suas crianças de hoje, os adultos de amanhã.
Este regresso à escola foi para todos especial, numa transição para todos completamente diferente, dos professores aos alunos, dos pais aos auxiliares. Duas semanas de actividade volvidas, o balanço é claramente positivo, apesar de contratempos pontuais e imprevistos que vão sendo gradualmente corrigidos à medida que são aferidos, como aliás é perfeitamente natural. Colocar em pleno funcionamento uma infraestrutura desta envergadura foi com certeza um desafio, e tratando-se de uma complicadíssima operação logística é de justiça saudar o enorme esforço nesse sentido de todos os intervenientes no processo.
Realmente gratificante foi mesmo poder constatar a alegria transbordante das crianças nos primeiros contactos com a sua nova escola, que compõe um espaço inovador que vê francamente melhoradas as condições de ensino e aprendizagem anteriormente verificadas nos antigos equipamentos, a aliar a uma inequívoca maior igualdade de acesso e de oportunidades de que todos os alunos sem excepção agora usufruem.
Por estes, e na qualidade de professor de Inglês de grande parte deles, dedico-lhes com boa disposição o título deste artigo.
“Back to School”
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