terça-feira, 17 de outubro de 2017

Mudar o Estilo



A história que não devia ser contada.
Há histórias, que pela evolução das sociedades e cumprimento de valores e princípios daquilo a que chamamos democracia, não deveriam ser contadas pela simples razão de que não deveriam existir.
Imagine-se que uma entidade, recebe, vindo de um alto funcionário de responsabilidade publica, o reencaminhamento de um Mail anónimo, acusando uma funcionária daquela entidade, de comportamento incorrecto. Incorreria a funcionária no crime de aliciamento de outras funcionárias para participarem num acontecimento político, de cor inversa ao poder instalado.
Reacção: instaurar de imediato um processo de inquirição, através da contratação de advogado externo à entidade, em que a dita funcionária e todas as presumíveis cúmplices, foram inquiridas.
E então?,pergunta-se!
Então?
E se eu, de forma anónima ou assumida, resolver apresentar queixa contra outra, ou outras 4 funcionárias, acusando-as de aliciarem as restantes para participarem em acto político promovido pela cor do poder? Qual será a reacção? Arquivam por "improcedente", "despropositado", "falta de fundamento", ou procedem de igual forma, promovendo igual processo de inquirição a estas novas acusadas?
Está aberto o precedente, e a partir daqui será sempre a somar...!
Sabendo-se da total e absoluta mentira e falsidade em toda esta história, pede-se aos responsáveis que, já que a decência e vergonha não consta, sejam no mínimo inteligentes!
Acabando como comecei, há histórias do tempo da PIDE, que pensei que tinham passado à história, e não deviam ser histórias...

João Pedro Fonseca
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Tive contacto com a publicação desta pérola durante a tarde de hoje, e que engraçado foi assistir a certos e determinados protagonistas a discorrer sobre liberdades, ditaduras e democracias, sem recordar tempos mais ou menos recentes... em política, a memória é uma preciosa virtude para uns e uma simples fralda descartável para outros. Outro aspecto verdadeiramente digno de ser salientado é o tom da narrativa do signatário, antigo crítico do justicialismo e da fornalha das redes sociais (e actual ainda, quando convém... sempre e só quando lhe convém), tendo agora se convertido num feroz utilizador, à medida das suas necessidades e conveniências. Ahhh.. a coerência. Sempre somente em benefício próprio e com a maior dos atrevimentos, quando evidencia a existência de supostas "mentiras" que não sabe nem consegue provar que é efectivamente disso mesmo que se aparenta tratar. Será como quem disse e escreveu com o dedo em riste que andaram a transportar votos em Pala nas últimas eleições quando esse suposto "motorista" se passeava impávido e sereno por Sintra?! Faz lembrar ainda as historietas lançadas sobre concursos, atestados e alegados favorecimentos sem saber absolutamente nada de nada.. além do enganador conteúdo de uma lama que tão facilmente lhe venderam e tão fielmente reproduziu sem qualquer tipo de escrúpulos ou escrutínio.. como uma autêntica marionete orientada para um determinado fim. E aquele artigo na DB em que o signatário denunciou cobardemente estes mesmos supostos favores, sempre sem nomear directamente as pessoas e pondo em causa a idoneidade e a honorabilidade de meio mundo sem um pingo de conhecimento de causa sobre o assunto? Neste eucaliptal de acusações inócuas, já o João tem muitas árvores plantadas.. e sempre em franco esquecimento de uma dica que um dia me lançou: "olha que todos temos telhados de vidro, ninguém é inocente". 

Pois neste aparentemente "brilhante" texto que todos lemos, há duas pessoas que são postas em causa de forma directa: o Vítor Fernandes e o José Júlio Norte. O ataque é recorrente.. vá lá saber-se porquê. Será assim tão difícil de imaginar? Este é um dos principais problemas de alguns militantes que compõem o núcleo duro do meu partido a nível local, há anos e anos, sem dele se arredar um bocadinho que seja, independentemente de posturas, resultados, e muito mais.. nunca fizeram oposição na vida, e apenas mostram que nunca a saberão fazer. Não são todos assim, atenção! É preciso saber personificar uma oposição que não seja trauliteira dos pés à cabeça, sem um mínimo de construção, e sem um bocadinho que seja de sustentação factual. Uma oposição de conclusões que não são investigadas, com rigor, imparcialidade e isenção, que pelos vistos até me parece que foi o que se tentou fazer aqui, na SCMM, e que pelos vistos tanto celeuma causou. Uma oposição sem um projecto alternativo sólido e orientador de uma acção estratégica definida, porque o único desígnio que une e norteia é o anti-poder mais elementar e o bota-abaixo absoluto de quem "lá está"... neste caso na Câmara e na Santa Casa, sendo que pelos vistos até foram ambos democraticamente eleitos. Aproveitem esta imensa tragédia que nos assolou para reflectirem um bocadinho que seja. Não é isto que o Povo quer e de vós espera... além de que sim, os Mortaguenses têm mais de meio dedo de testa, para grande infelicidade de alguns que julgam o contrário e o manifestam diariamente. É de Karma que se trata, claro.. e enquanto se continuar a actuar na penumbra da maledicência e da iniquidade que começa e acaba em si mesma, duvido que este deixe de fazer justiça à sua maneira. O Karma é letal, como ainda recentemente provou mais uma vez. É preciso procurar remar para o mesmo lado e lutar por uma afirmação própria, pelo que se tem de bom e alternativo ao que já existe, ou seja, tudo o que não tem acontecido. 

Na minha opinião, “isto” não é nada... e configura-se desde logo como um mau prenúncio para este mandato de quatro anos que vai agora começar. À semelhança do renascimento a que vamos agora ser impiedosamente submetidos.. renovem-se também. Mudem o estilo. Tornem-se pessoas mais agradáveis e queiram cativar os Mortaguenses pelo que são e pelo que apresentam, não pelo que querem pintar dos outros sem justificação ou fundamento aparentes, ou pelo menos não cabalmente demonstrados. Fazer sempre o mesmo e esperar resultados diferentes é um sinal de inteligência limitada, e quero crer que não é isso que realmente acontece no seio do meu partido. Aprendamos, pois. É preciso mudar.

Da minha parte, vou manter-me desalinhado com elevado grau de certeza, pois.. e ainda bem que assim é. Outra atitude nunca honraria os meus próprios princípios. Pode ser que um dia as pessoas acordem de vez e percebam o que se deve fazer, e como se deve fazer.. não basta querer parecer sério e justo, é preciso parecê-lo, nem que seja um pouquinho. Não, não sou moralista e estou inclusivamente muito longe de ser uma pessoa perfeita, acumulo imensos erros e defeitos até, alguns deles perfeitamente desnecessários. Tal e qual como o VF e o JJN. Somos todos humanos. Mas pelo menos tenho-me esforçado para ter a honorável capacidade de saber aprender com eles, tanto com os erros como com os defeitos, procurando também eu renovar-me e renascer para muitas coisas. Faz parte da Vida. Façam o mesmo. Estão claramente a precisar. De resto, fica aqui a minha reacção ao seu comunicado, João. Reacção, repito. Reacção ao que me parece deslocado, lateralizador, injusto e rasteiro. Na acção vou continuar a preocupar-me em construir e a apresentar alternativas válidas ao que temos. Contribuindo, portanto. Até porque, hoje, Mortágua e os Mortaguenses precisam mais do que nunca dos esforços conjuntos de todos nós, e não de quem apenas queira dividir para eventualmente conseguir reinar. 

Este momento profundamente delicado deverá ser de União e de Solidariedade entre todos os Mortaguenses. Para isso acontecer, precisamos mais do que nunca de somar para acrescentar. Acrescentar Valor, e não fazer precisamente o contrário de forma sistemática, como aliás se tem verificado.

Todos juntos iremos sempre ser poucos para conseguir reerguer o nosso querido Concelho. Divididos então é que será tudo muito mais difícil...

É preciso mudar o estilo. Fica aqui registada a minha dica também, João.

Um grande abraço.


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