É já em 2010 que vamos poder celebrar o centenário da Implantação da República, um dos momentos mais importantes de toda a nossa História, desde a formação do Condado Portucalense até aos dias de hoje. O acontecimento foi extraordinariamente relevante, uma vez que se assistiu a uma reforma total do modelo de governação de Portugal, a passagem de um regime monárquico para um regime republicano. Como assistimos à 99ª celebração da respectiva data no passado dia 5 de Outubro, pareceu-me pertinente relembrar os factos que a motivaram, que muitos de nós poderão ignorar, e reflectir acerca dos grandes ideais da República, em torno dos conceitos de democracia e da livre cidadania.
Aproximava-se o final do século XIX, e o descontentamento da população não parava de crescer. A contestação ao reinado de D. Carlos I subia de tom, na medida em que, para pagar as obras públicas, contraíam-se dívidas externas, aumentavam-se os impostos, medidas que originaram uma natural subida do custo de vida. Além disso, por esta altura, já eram inúmeros aqueles que começaram a pensar que a monarquia poderia não se constituir como a melhor forma de governar o país, logo tinha que ser derrubada, uma vez que, ao fim e ao cabo, o rei governava a sua vida toda e, quando este perecia, era o filho mais velho, príncipe, que ocupava o seu lugar. Enfim, uma visão absolutamente radical e revolucionária à data, mas perfeitamente racional à luz da democracia dos nossos dias, e da sua principal prerrogativa de igualdade de oportunidades para todos os cidadãos. Este pensamento, aliado ao facto de os ricos se tornarem cada vez mais ricos, e os pobres cada vez mais pobres, avolumando desta forma as assimetrias sociais, gerou uma situação política e económica insustentável. Para o povo, importava acima de tudo terminar a governação azul e dar início ao ressurgimento da esperança, daí a Revolta.
A Revolução Republicana iniciou-se em Lisboa na madrugada de 4 de Outubro. Grupos de cidadãos portugueses, partidários de um sistema de governo republicano, e organizados militarmente por membros da Marinha e do Exército, iniciaram o movimento que acabou por conseguir acabar com a monarquia e instaurar a República, à semelhança do que vinha a acontecer noutros países da Europa. Durante a tarde do dia 5 era então proclamada a República em Portugal, nas varandas da Câmara Municipal, um acontecimento que, pela sua importância, foi perpetuado como um dia feriado de ora em diante. Crescia na população o desejo pela afirmação da liberdade e da cidadania, e pelo combate à pobreza e às desigualdades. Mas estarão estes ideais republicanos ainda bem presentes nos dias que correm, que se pretendem de democracia (e não asfixia..)?
Parafraseando Cavaco Silva, nas últimas cerimónias do 5 de Outubro, a República que agora se comemora é uma “República de cidadãos livres e iguais, que merecem o respeito dos governantes”. Diz o Presidente que não podem existir “barreiras artificiais” entre o poder e o povo. Corroboro e sublinho. Estou em crer que todas e quaisquer manobras ocultas, como por exemplo o tráfico de influências e a corrupção, tão patentes na sociedade contemporânea, não se coadunam com os mais elementares princípios da República e da Democracia, afinal parentes próximos. Parece-me importante caminharmos para uma maior modernização, e uma maior eficiência, aliadas a uma melhor democracia. Ao povo o que é dele, daí exortar a uma maior participação na vida cívica, seja ela de que natureza for, pois é um dever de todos nós, fazer parte. A cidadania é um exercício, não apenas um mero estatuto. Se procurarmos lutar por uma sociedade melhor, com optimismo, com certeza que mais facilmente melhoraremos o que é de todos, ao invés de nos deixarmos envolver no letárgico efeito bola de neve que o pessimismo alimenta. Quero pensar desta maneira, quero acreditar que é possível contribuir para um futuro de progresso e de transparência, com vontade, dedicação e a participação de todos. Daí o alerta. É que parece-me que isto do desanimar e do estagnar, ou até do querer destruir por destruir.. pega-se!
Aproximava-se o final do século XIX, e o descontentamento da população não parava de crescer. A contestação ao reinado de D. Carlos I subia de tom, na medida em que, para pagar as obras públicas, contraíam-se dívidas externas, aumentavam-se os impostos, medidas que originaram uma natural subida do custo de vida. Além disso, por esta altura, já eram inúmeros aqueles que começaram a pensar que a monarquia poderia não se constituir como a melhor forma de governar o país, logo tinha que ser derrubada, uma vez que, ao fim e ao cabo, o rei governava a sua vida toda e, quando este perecia, era o filho mais velho, príncipe, que ocupava o seu lugar. Enfim, uma visão absolutamente radical e revolucionária à data, mas perfeitamente racional à luz da democracia dos nossos dias, e da sua principal prerrogativa de igualdade de oportunidades para todos os cidadãos. Este pensamento, aliado ao facto de os ricos se tornarem cada vez mais ricos, e os pobres cada vez mais pobres, avolumando desta forma as assimetrias sociais, gerou uma situação política e económica insustentável. Para o povo, importava acima de tudo terminar a governação azul e dar início ao ressurgimento da esperança, daí a Revolta.
A Revolução Republicana iniciou-se em Lisboa na madrugada de 4 de Outubro. Grupos de cidadãos portugueses, partidários de um sistema de governo republicano, e organizados militarmente por membros da Marinha e do Exército, iniciaram o movimento que acabou por conseguir acabar com a monarquia e instaurar a República, à semelhança do que vinha a acontecer noutros países da Europa. Durante a tarde do dia 5 era então proclamada a República em Portugal, nas varandas da Câmara Municipal, um acontecimento que, pela sua importância, foi perpetuado como um dia feriado de ora em diante. Crescia na população o desejo pela afirmação da liberdade e da cidadania, e pelo combate à pobreza e às desigualdades. Mas estarão estes ideais republicanos ainda bem presentes nos dias que correm, que se pretendem de democracia (e não asfixia..)?
Parafraseando Cavaco Silva, nas últimas cerimónias do 5 de Outubro, a República que agora se comemora é uma “República de cidadãos livres e iguais, que merecem o respeito dos governantes”. Diz o Presidente que não podem existir “barreiras artificiais” entre o poder e o povo. Corroboro e sublinho. Estou em crer que todas e quaisquer manobras ocultas, como por exemplo o tráfico de influências e a corrupção, tão patentes na sociedade contemporânea, não se coadunam com os mais elementares princípios da República e da Democracia, afinal parentes próximos. Parece-me importante caminharmos para uma maior modernização, e uma maior eficiência, aliadas a uma melhor democracia. Ao povo o que é dele, daí exortar a uma maior participação na vida cívica, seja ela de que natureza for, pois é um dever de todos nós, fazer parte. A cidadania é um exercício, não apenas um mero estatuto. Se procurarmos lutar por uma sociedade melhor, com optimismo, com certeza que mais facilmente melhoraremos o que é de todos, ao invés de nos deixarmos envolver no letárgico efeito bola de neve que o pessimismo alimenta. Quero pensar desta maneira, quero acreditar que é possível contribuir para um futuro de progresso e de transparência, com vontade, dedicação e a participação de todos. Daí o alerta. É que parece-me que isto do desanimar e do estagnar, ou até do querer destruir por destruir.. pega-se!
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